Popularidade das compras online desacelerou em 2016

O número de portugueses que usam a internet cresceu, embora o número dos que fizeram compras online desacelerou e estagnou em percentagem. Mas tanto as famílias como as empresas estão mais digitais.

Ter internet em casa é “uma realidade” para 74% das famílias em Portugal. O número, que diz respeito ao ano corrente, representa mais quatro pontos percentuais em relação a 2015. E contrasta com os 54% de agregados familiares que, em 2010, tinham acesso à rede global, segundo dados divulgados esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Para a maioria, o acesso faz-se em banda larga.

Percentagem de famílias com internet em casa em Portugal

Fonte: INE
Fonte: INE

Outro dado de destaque é o facto de que, este ano, 23% das pessoas com idades entre os 16 e os 74 anos já fazem compras online do total de 70% que usa a internet. É, segundo o INE, “um indicador que tem vindo a aumentar desde 2010, contudo em ritmo inferior ao verificado para a proporção de utilizadores” da rede. Ainda segundo o inquérito, o comércio eletrónico é uma “prática mais frequente para quem completou o ensino superior” e “para quem tem idade entre 25 e 34 anos”.

A internet móvel é também outro dos aspetos analisados, pelo que, em 2016, 72% dos utilizadores “acederam à internet em mobilidade”. O INE destaca o facto de, em 2012, esse valor ser de apenas 35%. Talvez por isso não seja de estranhar que 78% utilizem telemóveis para aceder à internet, contra uma percentagem menor, 73%, de utilizadores que recorrem a computadores portáteis. O estudo revela ainda que 49% dos utilizadores “disponibilizaram na internet informação de caráter pessoal”.

Proporção de portugueses com 16 a 74 anos que usam internet e comércio eletrónico

Fonte: INE
Fonte: INE

Empresas estão mais digitais

O INE publicou também esta segunda-feira outra vertente do estudo voltada para as empresas portuguesas. O inquérito permitiu concluir que 70% empresas com dez ou mais pessoas ao serviço usam banda larga móvel, “com uma taxa de crescimento superior à média da União Europeia desde 2010″, refere o instituto.

Além disso, 45% destas empresas usam as redes sociais como “estratégia de ligação a clientes, fornecedores ou parceiros de negócio”, um aumento de sete pontos percentuais em relação a 2015. 18% destas empresas adquiriram serviços na “nuvem” (a principal função foi o e-mail) e 13% admitiram ter analisado big data em 2015 — isto é, observaram grandes quantidades de dados recolhidos e usaram-nos nos processos de tomada e decisão. Por fim, no total, 64% das empresas indicaram ter website.

Infografias por Raquel Martins

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