Donald Trump vai retirar os EUA do Acordo de Associação Transpacífico

  • Lusa
  • 22 Novembro 2016

Donald Trump já disse que em janeiro vai retirar os EUA do Acordo de Associação Transpacífico. Sem os EUA "não vale a pena", diz o primeiro-ministro japonês.

O futuro Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta segunda-feira que vai retirar os Estados Unidos do Acordo de Associação Transpacífico, que qualificou como um “potencial desastre” para o país.

Donald Trump, que durante a campanha eleitoral tinha afirmado a sua oposição ao acordo, disse que quando assumir a Casa Branca, a 20 de janeiro, vai negociar “tratado bilaterais justos”, que gerem empregos para o país.

O Acordo de Associação Transpacífico, uma iniciativa impulsionada pelo Presidente cessante, Barack Obama, não foi ainda ratificado pelo Congresso dos Estados Unidos, devido à forte oposição dos republicanos.

O acordo, assinado a 4 de fevereiro, depois de cinco anos de negociações, inclui os Estados Unidos, Austrália, Brunei, Canadá, Chile, Japão, Malásia, México, Nova Zelândia, Peru, Singapura e Vietname e afeta 40 por cento da economia mundial.

As negociações do acordo, vistas por alguns analistas como uma medida para responder ao crescimento da China no Pacífico, tiveram que ultrapassar importantes desacordos em relação aos setores agrícola, propriedade intelectual e patentes farmacêuticas, entre outras áreas.

O Acordo de Associação Transpacífico tem sido criticado pelo secretismo que o rodeou, já que o texto só foi divulgado quando se completaram as negociações e sem ser possível fazer alterações.

Entretanto, no Japão, o primeiro-ministro já fez saber, também esta segunda-feira, em Buenos Aires, que o Acordo de Associação Transpacífico (TPP, na sigla inglesa) não faz sentido sem a participação dos Estados Unidos.

“O TPP não tem sentido sem os Estados Unidos”, afirmou, numa conferência de imprensa, o primeiro-ministro japonês, que realiza uma visita oficial à Argentina, defendendo ainda que o pacto não pode ser renegociado, porque iria “perturbar o fundamental equilíbrio dos benefícios”.

 

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