EBA: Malparado é um dos principais riscos para a banca

A European Banking Authority (EBA) alerta que o elevado nível de malparado é uma ameaça séria para o setor financeiro europeu. A baixa rentabilidade também é um risco.

Há riscos para a banca? Há. E não é um. São dois, embora um implique o outro. O malparado e a banca rentabilidade são duas sérias ameaças para o sistema financeiro europeu, diz o mais recente estudo a 131 bancos realizado pela European Banking Authority (EBA).

O rácio de malparado nos bancos europeus encolheu para 5,4% na semana metade deste ano, dos 6,5% registados no final de 2014. “Apesar de haver sinais de melhoria, a qualidade dos ativos é ainda fraca”, diz a EBA.

“Existem diferenças na qualidade dos ativos entre vários países, com mais de um terço das instituições a registarem rácios de malparado acima dos 10%”, refere o relatório. E esse nível de incumprimento nos créditos está a ter impacto na rentabilidade dos bancos.

“Em países como a Grécia, Itália, Chipre, Espanha e Portugal, os bancos são menos rentáveis devido ao elevado malparado, isto apesar da capacidade dos bancos gerarem um nível aceitável de resultados líquidos“, nota o estudo.

Outro ponto a afetar a rentabilidade são os custos operacionais. Na Bélgica, Alemanha, França, Itália, Áustria e Portugal, mas também, embora menos, na Dinamarca, Luxemburgo, Holanda e Reino Unido, os gastos operacionais afetam significativamente a capacidade de os bancos produzirem resultados líquidos de forma eficiente.

Relativamente à questão dos gastos operacionais, a EBA nota que “em muitos casos, os bancos nestes países revelam elevados níveis de ‘outras despesas’, incluindo provisões” que são muitas vezes resultado da necessidade de colocar de parte dinheiro para cobrir perdas com o crédito de cobrança duvidosa.

Rácios mais sólidos

Apesar de apontar para o problema do malparado, e o impacto que este tem nas contas dos bancos, reduzindo os rácios de capital das instituições, a EBA nota uma melhoria nesses mesmos rácios.

“O rácio ‘common equity Tier 1’ aumentou em 80 pontos base entre junho de 2015 e 2016 para 13,6%. O rácio Tier 1 ‘fully loaded’ estava em 12,1% em junho de 2015 e 13,2% em junho deste ano”, sendo esta evolução resultado das restrições de regulação e do não pagamento de dividendos.

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