Gestifute mostra declaração da Hacienda sobre Ronaldo

  • ECO
  • 4 Dezembro 2016

Ronaldo é acusado de usar 'off-shores' para esconder 150 milhões de euros de receitas publicitárias. A Gestifute, que gere a carreira do jogador, desmente e mostra declaração da Hacienda espanhola.

A Gestifute, empresa que gere a carreira de Cristiano Ronaldo, revelou uma declaração das autoridades fiscais espanholas que iliba o jogador do Real Madrid de estar em falta do ponto de vista das suas obrigações fiscais. É a resposta às notícias que indicam que o jogador escondeu 150 milhões de euros de receitas publicitárias do fisco espanhol.

Em comunicado, a Gestifute, do empresário Jorge Mendes, escreve que “Cristiano Ronaldo sempre esteve e está de boa-fé em todo este processo, como comprova o facto de não estar, nem nunca ter estado, envolvido em nenhum conflito com as autoridades fiscais de qualquer país”.

De acordo com informações apurada pelo consórcio de jornalistas European Investigative Collaborations (EIC), com base em informações reveladas pelo Football Leaks, e que integra o Expresso, o internacional português Cristiano Ronaldo terá usado um paraíso fiscal para esconder quase 150 milhões de euros e pagar menos impostos. E, em declarações à rádio espanhola Cope, citadas pelo Expresso, o secretário de Estado dos assuntos fiscais afirmou que “a Agência Tributária em Espanha é extraordinariamente profissionalizada. E como não poderia ser de outra forma, a agência realizará as inspeções que considere oportunas”.

A Gestifute desmente: “Na sequência de notícias vindas a público dando conta de alegadas irregularidades nas declarações de rendimentos de Cristiano Ronaldo, vimos por este meio divulgar a declaração emitida pela Agência Tributária Espanhola confirmando que Cristiano Ronaldo se encontra em dia com as suas obrigações fiscais, como sempre esteve em todos os países em que residiu.

ronaldo

De acordo com a empresa de Jorge Mendes, “as autoridades fiscais europeias têm critérios diferentes em matéria de direitos de imagem e os clientes estrangeiros vêem-se com frequência afetados por essas diferenças, que respeitam e cumprem. Em todos os casos em que se verificaram divergências com as autoridades sobre os critérios fiscais a aplicar, as mesmas foram resolvidas por acordo, sem necessidade de recurso aos tribunais”.

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