“Não” vence referendo em Itália. Renzi demite-se

"Quem luta por uma ideia não pode perder", disse. Depois de uma participação recorde e da vitória do "não" no referendo que previa uma reforma na Constituição, primeiro ministro italiano demite-se.

O primeiro ministro italiano Matteo Renzi apresenta esta segunda-feira a demissão, anunciou na noite de domingo, após terem sido conhecidas as primeiras projeções do referendo, que dão a vitória ao “não” com 56 a 60% dos votos. “A minha experiência no Governo termina aqui, hoje”, disse o primeiro ministro italiano.

Depois de uma participação recorde — os dados apontam para 69,1% dos votantes –, os italianos decidiram que não querem avançar com a reforma constitucional. Renzi já tinha manifestado a vontade de se demitir por considerar que, sem reforma na constituição, não teria condições para assegurar o cargo.

Renzi elogiou a participação recorde dos italianos no referendo. “Dou os parabéns a Itália e aos italianos”. “Este não dá legitimidade aos defensores do não para continuarem com as suas propostas. Há uma rejeição, este sonho de reforma foi rejeitado mas quero agradecer a todos os que votaram sim. Demos uma alternativa de mudança. Assumo todas as responsabilidades do resultado. Quem luta por uma ideia não pode perder”, disse.

“Fazer política por causas é a coisa mais bonita”, assegurou, acrescentando: “Perco o referendo mas não perco o humor. (…) Não consegui alcançar a vitória. Fiz tudo o que era possível neste sentido”, lamentou. “Acredito na democracia e, por isso, quando alguém perde, não se pode regressar a casa a pensar que não se pode fazer nada”.

Tanto a moeda europeia como a libra estão em queda, que começou logo após as primeiras projeções que davam a vitória ao “não” com 56 a 60% dos votos. Renzi deixa agora a decisão nas mãos do Presidente italiano, assegurando que está ansioso por “cumprimentar” o seu sucessor, “seja ele quem for”, disse.

Antes, Renzi fazia as primeiras declarações públicas pós-referendo, via Twitter.

A reforma, que passaria a contar com um Senado de 100 membros em detrimento dos mais de 300 atuais, foi negada pelos italianos.

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