Salários na CGD: Esquerda chumba propostas do PSD

A Assembleia da República chumbou esta quarta-feira as propostas da direita para limitar os salários dos administradores da Caixa Geral de Depósitos.

Paulo Macedo, Rui Vilar e os membros da nova administração da Caixa Geral de Depósitos vão manter as remunerações ditadas para a administração demissionária de António Domingues. PS, BE, PCP e Os Verdes chumbaram esta quarta-feira as propostas do PSD e CDS que limitavam, de forma diferente, os salários dos gestores públicos de instituições financeiras.

Ficou tudo na mesma, como previsto. PSD e CDS insistiram em apresentar as propostas já rejeitadas nas votações na especialidade do Orçamento do Estado para 2017. No caso dos social-democratas, a proposta revertia as alterações introduzidas pelo Governo socialista. Em causa está o decreto-lei que António Costa aprovou em Conselho de Ministro e que retira do Estatuto do Gestor Público a administração da CGD.

Já o CDS previa mais nuances. Os centristas concordam com o PSD e propõe que a remuneração “não exceda o limite da média da remuneração dos últimos três anos”. Contudo, o projeto de lei dos centristas prevê um regime remuneratório excecional onde, nesse caso, os gestores públicos não podem ter um salário superior ao do primeiro-ministro. Esse regime excecional aplica-se quando o país está com dificuldades financeiras e económicas.

Editado por Mónica Silvares

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