Costa: salário de Macedo será o de Domingues

Esta terça-feira o PSD e o CDS voltam à carga para limitar os salários da CGD na Assembleia da República, mas o Governo não vai ceder. António Costa diz que a lei é para ser executada.

António Costa voltou a garantir esta segunda-feira que Paulo Macedo vai receber o mesmo salário de António Domingues. O primeiro-ministro argumentou que as remunerações são relativas à administração da Caixa Geral de Depósitos e não a um administrador em específico. Na mesma intervenção esta manhã à saída de uma fabrica de Torres Novas, Costa recusou responder às “agruras” de Passos Coelho.

“Os vencimentos estão fixados, a legislação está em vigor e não a vamos mudar”, afirmou em declarações às televisões. É esta a frase definitiva do primeiro-ministro que, mesmo com a pressão do Presidente da República e dos partidos que apoiam o Governo, não vai voltar atrás nas remunerações dos membros da administração do banco púbico.

“Mantenho a mesma posição que tinha”, afirmou o Presidente da República este sábado ao jornal Público. Já o Bloco de Esquerda pediu “salário razoáveis”, referindo que “não tem grande amizade por Macedo”. O PCP criticou o nome do novo presidente da CGD e reiterou a opinião crítica sobre os salários. Esta terça-feira de tarde o tema volta à Assembleia da República pela mão do PSD e do CDS, mas não se prevê que nenhuma proposta seja aprovada.

Fizemos uma remuneração para que a CGD tenha uma gestão profissional para que possa recrutar no mercado administradores ao nível de qualquer outro banco. É uma opção política que foi tomada, está mantida e vai ser executada“, garantiu António Costa, tal como já tinha referido no passado. Sobre esta polémica, após a revelação do valor pelo ministro das Finanças na Comissão de Orçamento e Finanças, Costa já tinha dito que os salários “podem ser muito impopulares, mas não arrisco a má gestão”.

Esta segunda-feira, o primeiro-ministro afirmou ainda “que a legislação não era apenas para a anterior direção da CGD, mas para qualquer uma que esteja à frente do banco público”. Neste momento, Costa espera que “a atual administração e a nova administração a executarem o plano de capitalização que está aprovado em Bruxelas para que a Caixa seja o que todos ansiamos que seja”.

António Costa esclareceu a posição do Governo face aos salários da administração da CGD, mas recusou-se a responder às provocações do líder da oposição. “Não vou comentar as agruras de Passos Coelho que quer sempre projetar para o futuro. Não há dia nenhum que Passos não faça uma catástrofe para o dia seguinte”, comentou o primeiro-ministro.

Editado por Mónica Silvares

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