Marcelo tira ‘selfies’ com empresários de diversões e promete analisar situação

  • Lusa
  • 10 Dezembro 2016

O Presidente da República ouviu os problemas dos empresários de diversões itinerantes que protestam desde manhã, fez perguntas, tirou ‘selfies' e deixou a promessa de analisar a situação.

Marcelo Rebelo de Sousa, que discursa na convenção que assinala os 40 anos do poder local, decidiu dirigir-se aos empresários que protestam desde manhã junto ao Convento São Francisco, onde se realiza o evento dedicado aos autarcas.

Junto dos empresários e trabalhadores do setor, o Presidente da República ouviu os problemas que afetam estes profissionais e deixou a promessa de que vai “ver o que é possível” fazer.

“Ninguém tem alvará ‘Ó meu Deus’”, reagiu Marcelo, depois de o presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Diversões, Luís Paulo Fernandes, lhe ter explicado que antes “os carrosséis precisavam de alvará”, defendendo a existência de um alvará, “à semelhança dos táxis, para haver concorrência leal”.

O Presidente da República recordou também a resolução aprovada por unanimidade no parlamento em 2013 – e que Luís Paulo Fernandes mostrou ao chefe de Estado -, que recomendava ao Governo o estudo e a tomada de medidas específicas de apoio à sustentabilidade e valorização da atividade das empresas itinerantes de diversão.

O presidente da APED encarou a presença de Marcelo Rebelo de Sousa como um “amável gesto”, ficando “esperançado” que o Presidente da República “apele aos deputados”.

“[Os empresários] precisam de saber se continuam ou se desistem”, referiu, sublinhando que, face ao breve encontro de minutos com o chefe de Estado, a APED vai pedir para que sejam abertos os equipamentos de diversão itinerante instalados na Região Autónoma da Madeira, que se encontravam encerrados em protesto durante o dia de hoje.

Apesar da esperança assinalada por Luís Paulo Fernandes, Marcelo Rebelo de Sousa pouco falou no encontro, optando por fazer perguntas e ouvir os anseios dos profissionais deste setor, antes de se dirigir para dentro do Convento São Francisco, com os manifestantes a cantarem “Marcelo, amigo, os itinerantes estão contigo”.

Hoje de manhã, o presidente da APED apelou também junto do primeiro-ministro, António Costa, para uma resolução urgente dos problemas que afetam o setor.

O presidente da APED sublinha que é urgente garantir a sustentabilidade do setor, tendo “receio de que os operadores que se mantenham não consigam fazer a manutenção efetiva dos equipamentos”.

“Antigamente ganhava-se e trabalhava-se. Hoje, não se trabalha, nem se ganha”, frisa Manuel Silva, de 65 anos, que tem um equipamento de divertimento infantil e que está na atividade há 50 anos.

Os empresários de diversões reclamam do Governo, entre outros pontos, a descida da taxa máxima do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) que têm de suportar e cujo aumento “magistral” em 2011, de 06% para 23%, “acabou com a percentagem de lucro”, segundo a APED.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Marcelo tira ‘selfies’ com empresários de diversões e promete analisar situação

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião