Analistas confiantes. Esperam que economia cresça 1,2%

  • Lusa
  • 12 Dezembro 2016

A revisão em alta coloca a previsão em linha com o esperado pelo Governo para este ano. Para 2017 a previsão é para um crescimento de 1,2%, aquém dos 1,5% previstos pelo Executivo.

Os analistas contactados pela agência financeira Bloomberg reviram em alta as estimativas para o crescimento da economia portuguesa este ano, esperando agora que avance 1,2% e que mantenha este ritmo no próximo ano.

Segundo a média dos 23 economistas contactados pela Bloomberg, o Produto Interno Bruto (PIB) português deverá avançar 1,2% este ano, acima da previsão de 1% avançada em setembro, e em linha com o esperado pelo Governo.

Os analistas estimam também que a economia cresça no mesmo ritmo (1,2%) no próximo ano, ficando aquém da aceleração para 1,5% prevista pelo executivo liderado por António Costa.

Depois da surpresa com o crescimento verificado no terceiro trimestre deste ano – que foi, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), de 1,6% em termos homólogos de 0,8% em cadeia -, os economistas reviram em alta as suas previsões para o conjunto do ano.

Foi o caso por exemplo do banco Montepio, que reviu em alta a sua estimativa para 1,2%, e do grupo de análise económica do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), que antecipa agora que o PIB avance entre 1,2% e 1,3% este ano.

Também o Fundo Monetário Internacional (FMI), na quinta-feira, reviu em alta, de 1% para 1,3% as suas estimativas para o crescimento do PIB deste ano, justificando-a com a melhoria das exportações no terceiro trimestre.

No entanto, o FMI considera que é necessário que o “crescimento forte” do terceiro trimestre deste ano se mantenha nos próximos trimestres “para concluir que está em curso uma recuperação rápida e sustentada”.

Os economistas contactados pela Bloomberg estimam que a economia trave a fundo no quarto trimestre do ano, esperando que avance apenas 0,2% face ao trimestre anterior. Esperam depois, no primeiro trimestre de 2017, uma ligeira aceleração, para 0,3%.

“Apesar do forte crescimento económico no terceiro trimestre e de a meta do défice de 2016 dever ser atingida, Portugal permanece um dos candidatos a uma crise na zona euro. O crescimento tem sido sustentado integralmente pela procura externa e uma recuperação assente na procura interna não está sequer à vista”, resume a Bloomberg recorrendo a uma análise do Commerzbank divulgada na semana passada.

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