Carioca sai da Euronext com quatro empresas à espreita do mercado

De saída para a Caixa Geral de Depósitos, Maria João Carioca adianta que termos da saída de Euronext ainda não estão definidos. Mas revela contactos com mais quatro empresas para ir para a bolsa.

A terceira empresa portuguesa entra esta quinta-feira para o Alternext. Um momento sempre solene para a Euronext Lisboa, liderado por Maria João Carioca. A responsável está de saída para a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD). Enquanto acerta os detalhes da saída, Carioca continua a trabalhar no sentido de dinamizar o mercado de capitais português. E há contactos com quatro empresas para chegar à bolsa.

Questionada pelos jornalistas sobre o que espera das novas funções na administração da CGD, Maria João Carioca não se alongou nos comentários. “Os termos da minha saída ainda não estão definidos, por isso…” declarou a responsável à margem da sessão especial de bolsa a propósito da admissão da Patris Investimentos no mercado de capitais.

"Os termos da minha saída ainda não estão definidos, por isso…”

Maria João Carioca

Presidente da Euronext Lisbon

Ainda a presidir a Euronext Lisboa, Carioca adiantou que está a trabalhar com várias empresas nacionais no sentido de explorar a possibilidade de, como a Patris, serem listadas no Alternext. Em concreto, a responsável falou em quatro empresas, duas das quais participaram na Web Summit, com as quais a Euronext está em contactos iniciais “a pensar na estrutura para entrar no mercado de capitais”. Sem adiantar nomes.

“O Alternext está desenhado para as empresas que se encontram em crescimento. É uma solução mais leve de acesso ao mercado ao nível da prestação de informação”, sublinhou Carioca, enfatizando o papel de desmistificação e pedagogia que tem tentado imprimir durante o seu (curto) mandato para que mais pequenas e médias empresas (PME) possam socorrer do mercado para se financiarem.

Aproveitando o exemplo da admissão da Patris à negociação, Carioca salientou os aspetos positivos da presença das empresas nos mercados de capitais. “O mercado funciona como um referencial de valorização de uma empresa. É uma guia e um indicador que deve ser trabalhado. Espera-se que o mercado seja uma certificação para o valor de uma empresa. Faz sentido partilhar estes valores com as outras empresas”, sublinhou.

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