PCP lança campanha para a saída do euro

  • Lusa
  • 17 Dezembro 2016

Jerónimo de Sousa anunciou o lançamento da campanha para a saída do euro, isto ao mesmo tempo que o PCP exige que se avance com a renegociação da dívida. Saúde e transportes também estiveram em foco.

O PCP anunciou hoje que vai realizar uma campanha sobre a saída do euro. A campanha, que irá decorrer entre janeiro e junho de 2017, acontecerá em simultâneo com a exigência de renegociar a dívida.

O secretário-geral do PCP afirmou que “foi decidido realizar uma campanha em torno da libertação da submissão ao euro, entre janeiro e junho de 2017, em articulação com a exigência de renegociação da dívida e a recuperação do controlo público da banca”.

Esta posição decidida em Comité Central foi comunicada aos jornalistas pelo secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, em conferência de imprensa, na sede nacional deste partido, em Lisboa. Ao mesmo tempo, apontou o dedo às fragilidades na saúde.

Impedir o caos nas urgências

Jerónimo de Sousa declarou que o PCP considera que existe “a imperiosa necessidade de tomada de medidas” no setor, “agora que se aproxima o pico das temperaturas baixas com o surto de gripe a elas associado”.

“A possibilidade de se repetirem situações de caos nas urgências hospitalares é real. É necessário impedir situações idênticas às verificadas nos últimos anos, com tempos de espera muito acima do que seria normal e com consequências dramáticas para alguns dos doentes que recorreram a esses serviços”, defendeu.

Segundo o PCP, devem ser tomadas “as inadiáveis medidas necessárias para a formação das equipas, que passam não pela aposta na contratação dos profissionais das empresas de aluguer de mão-de-obra, mas pela resolução dos constrangimentos que dificultam a constituição das equipas com profissionais dos respetivos hospitais e a disponibilização de mais camas de internamento”, acrescentou.

Medidas urgentes nos transportes

Na declaração que leu aos jornalistas, Jerónimo de Sousa alertou também para o que classificou de “grave situação existente no setor dos transportes públicos, em resultado da saída de trabalhadores e da persistente falta de manutenção das frotas, problemas que têm condicionado de forma preocupante a mobilidade das populações nos últimos anos”.

“O PCP defende a necessidade da tomada de medidas urgentes visando a solução dos problemas existentes, designadamente nos transportes fluviais e no metropolitano”, disse.

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