É preciso “cautela” no resgate ao Monte dei Paschi

  • Leonor Rodrigues
  • 26 Dezembro 2016

Jens Weidmann, presidente do Bundesbank e membro do Banco Central Europeu, diz que o fundo criado por Itália só deve ser utilizado em bancos saudáveis.

Jens Weidmann, presidente do Bundesbank e membro do Banco Central Europeu, tem dúvidas sobre a viabilidade do banco italiano Monte dei Paschi. Em entrevista à Bild, o economista diz, por isso, que é preciso “cautela” no resgate ao banco. E alerta: o fundo criado por Itália só deve ser utilizado em bancos saudáveis.

O presidente do banco central alemão afirma que o pacote de 20 mil milhões de euros preparado pelo governo italiano deve ser aplicado nos bancos que ainda têm hipótese de recuperação. Não o diz diretamente, mas ao lançar este alerta Weidmann está a sinalizar que o Monte dei Paschi pode não cumprir esse requisito.

O Monte dei Paschi anunciou na semana passada que não conseguiu atrair novos investidores para recapitalizar o banco, ficando numa situação complicada. O grande problema do banco mais antigo do mundo é o mesmo de outros bancos italianos: o malparado. O crédito malparado está estimado em 360 mil milhões de euros.

Weidmann diz que o fundo italiano pode não ser suficiente para cobrir os prejuízos que tanto o Monte dei Paschi como outros bancos italianos possam vir a apresentar.

Por outro lado, o economista afirma que, devido à elevada dívida pública do governo italiano, caso esses fundos sejam utilizados, deve haver a entrada de capitais privados de forma a aliviar o impacto nas contas públicas do país.

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