Aplicações, há muitas. Estas são as 10 recomendações do ECO

Destacamos dez aplicações que vai querer instalar no seu telemóvel Android ou iOS (ou será, o seu "novo" telemóvel?). Há apps de produtividade, para relaxar e até para estacionar. Descubra-as.

Destacámos dez aplicações para iOS e Android e atribuímos-lhes “prémios”.Pexels/Pixabay

Aplicações são como chapéus: há muitas. Muitas mesmo. Nas lojas online da Google e da Apple, há-as aos milhões. E num mercado cada vez mais saturado, os programadores esforçam-se por criar produtos diferentes, com conceitos disruptivos. Mas serão realmente úteis? É difícil prever. E só depois de as instalarmos é que descobrimos se tomámos a decisão certa.

Mas os gostos são diferentes. Neste artigo, selecionámos dez aplicações para Android e iOS que, por alguma razão, nos chamaram a atenção este ano. Depois, atribuímos-lhes prémios, consoante a razão pela qual se destacaram das demais. Umas são muito úteis e prometem melhorar as nossas vidas. Outras, nem tanto. Este é a colheita do ECO relativa ao ano de 2016.

Prémio “Zen”

A meditação chegou ao mainstream para lutar contra os altos níveis de stress que afetam a nossa sociedade. Sabemos isto, quando grandes companhias como a Google, a Intel e a Target começam a apostar em programas de mindfulness para melhorar o bem-estar e a produtividade dos trabalhadores e criando, ao mesmo tempo, uma forte cultura empresarial.

Felizmente, pode começar a praticar em casa e com o seu telemóvel. Recomendamos a aplicação Headspace: inclui um programa de dez sessões gratuitas para se iniciar nesta modalidade e melhorar o foco e a concentração ao longo do dia-a-dia. O download é gratuito em iOS (aqui) e Android (aqui). Para desbloquear mais sessões, terá de pagar uma mensalidade de 14 euros, ou uma anualidade de 105 euros (fica a 8,67 euros mensais).

Prémio “Produtividade”

Gerir o tempo é a base de qualquer método para melhorar a produtividade no trabalho. E saber onde o está a gastar é meio caminho andado para detetar maus hábitos. Para isso, experimente a SaveMyTime, uma aplicação que calcula quanto tempo passa a trabalhar e quanto tempo dedica à sua vida pessoal. Hoje, o telemóvel acompanha-nos para todo o lado. O que está app faz é substituir o ecrã de bloqueio do telemóvel por uma série de botões customizáveis. Desta forma, sempre que acende o ecrã, pode indicar o que fez na última meia hora — se esteve trabalhar, se esteve a viajar em transportes, se esteve a ver um filme, se esteve a dormir.

Ao fim de algum tempo, a aplicação fornece gráficos detalhados de quanto tempo gastou a fazer cada uma das tarefas que indicou no início e, assim, pode ajustar melhor os seus hábitos, para que nenhum segundo seja supérfluo. É gratuita, mas só existe para telemóveis Android, aqui.

Prémio “Coragem”

Coragem. Coragem, porque a Quartz, o conhecido jornal norte-americano, nunca teve muita vontade em lançar uma app –até fevereiro deste ano. E fê-lo, desde logo, para testar uma ideia que tinha tudo para não dar certo: criar uma aplicação de notícias que fosse um chat, uma conversa.

E funcionou. A aplicação, lançada só para iOS, foi bem recebida pelos leitores e pela crítica. No final do ano, saiu finalmente a versão para telemóveis Android. É gratuita e pode ser descarregada aqui (iOS) e aqui (Android).

Prémio “Conceito”

Ainda no campo da produtividade, destacamos a Forest, uma aplicação com um conceito inovador e divertido. O propósito é exterminar o vício de olhar para o telemóvel de dois em dois minutos enquanto se está a trabalhar, o que quebra o nosso ritmo e nos faz estar mais tempo no Facebook do que realmente devíamos. A Forest funciona da seguinte forma: define-se um bloco de tempo só para trabalhar. Durante esse tempo — por exemplo, meia hora — o seu telemóvel fica a plantar uma árvore imaginária. Se cair na tentação de mexer nele, a árvore morre.

No final do dia, pode contar quantas árvores conseguiu plantar e quantas morreram (ou seja, quanto tempo passou a trabalhar ou a mexer no telemóvel). Para melhorar tudo, agora também pode plantar arbustos — correspondem a dez minutos de trabalho sem interrupções. O download é gratuito aqui (iOS) e aqui (Android).

Prémio “Antiguidade”

Ironicamente, atribuímos o prémio “antiguidade” a uma aplicação nova: a PhotoScan, lançada pela Google em meados de novembro. Serve para digitalizar fotografias antigas com a câmara do telemóvel. É capaz de detetar os contornos da fotografia, ajustar a luminosidade e endireitar o que não está direito.

Por outras palavras, permite que partilhe nas redes sociais ou guarde cópias digitais daqueles álbuns velhos que tem em casa a acumular pó. A tecnologia é da Google, mas a aplicação tanto está disponível em iOS (aqui) como em Android (aqui). Aqui, no ECO, temos estado bastante entusiasmados com ela.

Prémio “Valeu”

Valeu, como quem diz: valeu o dinheiro que gastámos nela. Comprámos a Pocket Casts no final do ano passado e, chegados aqui, ainda a usamos. Não caiu no esquecimento, como muitas outras. E isso só pode significar uma coisa: é boa e recomenda-se. Para que serve? É uma aplicação para subscrever e ouvir podcasts, que são como programas de rádio gratuitos para a internet.

A oferta é vasta e, em Portugal, é um formato que tem vindo a reflorescer nos últimos dois anos. Muitas rádios por cá já os têm e, lá fora, existem programas fantásticos para ouvir (se gosta de descobrir coisas novas, tem aqui cinco sugestões muito interessantes). A Pocket Casts é, de longe, uma das melhores aplicações para gerir as suas subscrições. Veja-a como um Netflix para programas de rádio, mas que só tem de pagar uma vez: custa três euros. Mas vale a pena: aqui (Android) e aqui (iOS).

Prémio “Poupança”

No final de outubro, quando fomos à procura das melhores aplicações de gestão de finanças pessoais, instalámos a Monefy. Desde então, nunca mais a largámos: é das apps mais intuitivas e fáceis de usar que vimos por aí. Serve para que registe todas as receitas e gastos que fez para saber sempre quanto dinheiro tem e quanto dinheiro gastou. Fornece gráficos e permite organizar tudo em etiquetas. Gasta mais em alimentação ou transportes? Em vestuário ou combustível? Com esta aplicação, pode descobrir.

A versão básica é gratuita — se quiser funcionalidades avançadas, tem de pagar 2,50 euros. Infelizmente, só existe para dispositivos Android (versão básica aqui, versão paga aqui). Para iPhone, existem outras aplicações de finanças pessoais. Recomendamos que consulte a nossa lista.

Prémio “Finalmente”

Esqueça os parquímetros e os talões. Se tem um identificador Via Verde, pode usar a app Via Verde Estacionar para pagar o estacionamento de rua no Porto, Vila Nova de Gaia, Figueira da Foz, Amadora, Portimão e Vila Real, nas zonas abrangidas pelo serviço (a app indica quais são). Também precisa de ter um registo no site. A vantagem desta aplicação é permitir pagar apenas o valor do tempo em que esteve estacionado — há um botão “terminar”, caso abandone o local mais cedo do que previa.

Também pode fazer o contrário: aumentar o tempo de estacionamento a partir do telemóvel, caso esteja a demorar mais do que esperava. Pode ainda gerir o estacionamento de vários automóveis em simultâneo. A desvantagem? Não está disponível em Lisboa (para isso, existe a aplicação da EMEL). Descarregue a Via Verde Estacionar aqui (iOS) e aqui (Android).

Prémio “Fitness”

O telemóvel pode ser uma grande ajuda em dietas. Para controlar tudo o que come, recomendamos a MyFitnessPal, onde pode calcular quantas calorias diárias precisa de ingerir e ir registando todos os alimentos, refeições e água que bebe ao longo do dia. A cereja no topo do bolo é o leitor de códigos de barras integrado. Não tem de introduzir as informações dos alimentos, porque a MyFitnessPal tem uma gigantesca base de dados com milhares (milhões?) de artigos.

Basta apontar a câmara para o código de barras e surge logo o produto que tem em mãos, com toda a informação nutricional e com uma enorme taxa de precisão. A par disso, também permite que acrescente exercícios e treinos para subtrair, às calorias ingeridas, aquelas que queimou. A MyFitnessPal pode ser descarregada em iOS (aqui) e Android (aqui). Todas as funcionalidades de que falámos aqui fazem parte da versão gratuita. Descarregue à vontade.

Prémio “Novidade”

E não podíamos publicar este artigo sem falar da nossa aplicação, a aplicação do ECO, lançada em outubro deste ano. Todos os nossos conteúdos estão lá, adaptados aos ecrãs dos telemóveis e tablets. Também permite aceder a informação sobre os mercados em tempo real, com gráficos interativos e em tempo real das cotações das empresas em bolsa, assim como dos principais índices europeus.

A instalação é gratuita e dá ainda acesso às notificações de notícias de última hora e outros trabalhos que vai querer ler. Instale-a, clicando aqui (iOS) ou aqui (Android).

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António Costa
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