Moody’s será primeira agência de ‘rating’ a olhar para Portugal em 2017

  • Lusa
  • 28 Dezembro 2016

Agências de rating já têm calendários provisórios. DBRS, a única a colocar Portugal fora do 'lixo', é a última a avaliar a situação do país.

A Moody’s será a primeira agência de ‘rating’ a pronunciar-se sobre Portugal e deverá fazê-lo já em janeiro, sendo a DBRS, a única que coloca Portugal fora do ‘lixo’, a última a avaliar a situação do país.

As quatro maiores agências de notação financeira já publicaram os calendários provisórios de atualização dos ‘ratings’ em 2017 e a Moody’s, que atualmente dá à República Portuguesa um ‘rating’ de Ba1 com perspetiva estável, vai voltar a olhar para Portugal a 13 de janeiro, estando ainda previstos novos pareceres para os dias 05 de maio e 01 de setembro.

Também a Fitch tem agendadas as suas avaliações à nota atribuída a Portugal, que está agora nos BB+ e com perspetiva estável, para 03 de fevereiro, 16 de junho e 15 de dezembro.

A terceira agência a pronunciar-se sobre Portugal no próximo ano será a Standard & Poor’s, que fixou o ‘rating’ de Portugal em BB+ com perspetiva estável, e vai fazer a primeira avaliação de 2017 no dia 17 de março e revê-la a 15 de setembro.

A canadiana DBRS, a única que atualmente coloca a dívida portuguesa num grau de investimento (BBB ‘low’ e perspetiva estável), só se pronuncia sobre o país em abril, no dia 21, voltando a olhar para a nota de Portugal em outubro, no dia 20.

A avaliação das agências de ‘rating’ é um dos indicadores a que os mercados prestam muita atenção porque avalia a capacidade de o país pagar a sua dívida.

O Banco Central Europeu também valoriza esta notação ao exigir que, para continuar a comprar dívida pública em Portugal e a financiar a banca nacional, pelo menos uma destas quatro agências de ‘rating’ atribua uma notação de investimento ao país.

As agências de ‘rating’ passaram a ter de divulgar no final de cada ano o calendário para o ano seguinte, respeitando assim a diretiva 462/2013 da Comissão Europeia, que determina que as atualizações dos ‘ratings’ soberanos sejam publicadas a uma sexta-feira e apenas depois do fecho das bolsas, por forma a reduzir os riscos de volatilidade do mercado.

No entanto, as agências de notação financeira podem desviar-se das datas definidas desde que expliquem essa alteração e que isso não se torne frequente, pelo que os calendários agora divulgados são meramente indicativos.

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