Bancos espanhóis levam trabalhadores a exame para cumprir exigências de Bruxelas

A Comissão Europeia vai exigir competências mínimas a quem comercializar produtos financeiros. Alguns bancos já estão a preparar-se.

A partir de 1 de janeiro de 2018, qualquer bancário da União Europeia que tenha contacto com o público vai ter de dominar conhecimentos técnicos mínimos. A exigência é da Comissão Europeia, no âmbito da revisão da Diretiva dos Mercados de Instrumentos Financeiros (o chamado DMIF II), e já está a ter impacto entre os bancos europeus, que começaram a dar formação aos trabalhadores.

O Bankia é um dos primeiros a chegar-se à frente para antecipar as exigências de Bruxelas: segundo Cinco Días, o banco espanhol fechou uma parceria com o Instituto Espanhol de Analistas Financeiros e com o Colégio Universitário de Estudos Financeiros para formar cerca de 5.500 trabalhadores, o equivalente a 60% da sua força de trabalho.

Em causa estão diretores, subdiretores, gestores e técnicos, que vão receber formação entre este mês e julho. O curso será de 114 horas, repartidas por 12 módulos e lecionado em duas fases: uma, de preparação, com a duração de 24 semanas, e outra, de certificação, de mais seis semanas. No fim, os trabalhadores vão a exame e quem for aprovado recebe certificações de Especialista em Assessoria Financeira e Especialista em Banca e Assessoria Financeira.

Seguem-se BBVA, CaixaBank e Santander, que, de acordo com o jornal espanhol, já puseram em marcha os planos de formação para cumprir com os requisitos do DMIF II. O diploma, já aprovado, exige competências mínimas para que alguém possa assessorar ou comercializar produtos financeiros. Esta exigência é alargada aos funcionários dos balcões, que deverão ter conhecimentos mínimos sobre os produtos que estão a vender.

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