Mais uma queda. E a culpa não é só do BCP

  • Ana Luísa Alves
  • 11 Janeiro 2017

Esta é a terceira sessão consecutiva em que o principal índice português fecha em queda, contrariando a tendência verificada nas restantes praças europeias. Apenas cinco cotadas fecharam no verde.

A bolsa lisboeta fechou mais uma sessão no vermelho, castigada pela nova queda acentuada do BCP, mas também pelas descidas da Nos e da EDP Renováveis. O mercado nacional acabou, assim, por contrariar a tendência positiva das restantes praças do Velho Continente.

O PSI-20 encerrou a sessão desta quarta-feira com uma desvalorização de 0,61% para os 4.589,92 pontos, isto num dia em que o Tesouro português levantou três mil milhões de euros em obrigações a 10 anos, numa operação em que os custos de financiamento do Estado se agravaram face às últimas operações. Mas quem castigou a bolsa? O BCP.

O banco liderado por Nuno Amado recuou mais de 8%, para 85 cêntimos por ação. A pressionar o BCP esteve a operação de recapitalização do banco, no valor de 1,3 mil milhões de euros. Desde que a notícia foi avançada as ações do banco não pararam de cair e atingiram na terça-feira um novo mínimo histórico.

A queda do BCP pressionou, mas não foi a única cotada a castigar a bolsa. Em queda esteve também a Nos, com um recuo de 1,83% para os 5,32 euros, e os CTT, que desvalorizaram 0,47% para os 6,30 euros por ação.

O destaque positivo da sessão foi para a EDP. Embora a empresa de António Mexia tenha iniciado a sessão desta quinta-feira em terreno negativo, acabou por recuperar ao longo do dia. No fecho da sessão avançou perto de 0,5% e evitou perdas maiores em Lisboa. A EDP Renováveis, no entanto, manteve-se no vermelho.

“A elétrica avançou 0.47%, após a Bloomberg ter avançado que a EDP está a estudar a venda da distribuidora de gás natural espanhola Naturgas, numa conjuntura de consolidação da indústria. Esta notícia, apesar de não ter sido confirmada pela empresa, refere ainda que o ativo pode ser vendido por cerca de dois mil milhões de euros e atrair empresas de private Equity e fundos de pensões, bem como outras empresas”, referiram os analistas do BPI no comentário de fecho da bolsa.

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