Volkswagen paga 4 mil milhões para fechar caso nos EUA

  • Lusa
  • 11 Janeiro 2017

Durante os próximos três anos a Volkswagen terá de se submeter ao controlo de um auditor independente nos Estados Unidos após ter admitido culpa no caso Dieselgate.

A Volkswagen aceitou declarar-se culpada e pagar mais 4,3 mil milhões de dólares (quatro mil milhões de euros) para encerrar os processos judiciais associados aos motores diesel manipulados, anunciou hoje o Departamento de Justiça.

Esta mistura de penalidades civis e criminais vai permitir ao grupo alemão escapar a um processo e soma-se aos 17,5 mil milhões de dólares que este gigante do automóvel já se comprometeu a pagar para cobrir os custos do escândalo, que apareceu à luz do dia em setembro de 2015, nos EUA.

O fabricante automóvel, que tem 12 marcas, reconheceu ter participado numa “conspiração” para enganar os clientes e as autoridades norte-americanas, mas também ter feito “obstrução à justiça”, ao destruir documentos para dissimular as suas ações, indicou o Departamento, no seu comunicado.

No final de 2015, a VW reconheceu ter equipado 11 milhões das suas viaturas no mundo, das quais 600 mil nos EUA, com um programa informático que reduzia o nível real das emissões de gases nocivos, quando estas eram controladas.

Durante os próximos três anos, o grupo vai estar sob controlo apertado, terá de se submeter ao controlo de um auditor independente e aceitou “cooperar plenamente” com as autoridades para processar os empregados da VW implicados na fraude, garantiu o Departamento de Justiça. As autoridades norte-americanas também anunciaram a acusação de mais cinco empregados e quadros da empresa, todos residentes na Alemanha, que se acrescenta à feita na segunda-feira e à de um engenheiro do grupo, em setembro.

Na segunda-feira, o Departamento de Justiça divulgou que a direção do grupo alemão tinha sido informada do escândalo em meados de 2015, mas decidiu permanecer em silêncio.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Volkswagen paga 4 mil milhões para fechar caso nos EUA

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião