Assunção Cristas não antecipa posição do CDS sobre redução da TSU

  • Lusa
  • 16 Janeiro 2017

A líder do CDS anunciou que vai esperar pelo documento final para revelar a posição do partido sobre a baixa da TSU. A líder recordou ainda que no ano passado o CDS votou contra uma medida semelhante.

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, escusou-se hoje a antecipar a posição do seu partido sobre a descida da Taxa Social Única (TSU) e afirmou que vai aguardar pela promulgação e publicação do documento.

“Neste momento, aguardamos que o documento seja promulgado e publicado, para depois, se houver a tal apreciação parlamentar, podermos fazer uma discussão no parlamento”, disse aos jornalistas Assunção Cristas, à margem da visita ao Hospital do Barlavento, em Portimão, no Algarve.

Assunção Cristas recordou que o CDS-PP “em 2016 votou contra uma medida parecida, com uma justificação muito clara e que tinha a ver com o facto da baixa da TSU ser financiada pela própria Segurança Social”.

“Uma situação que não nos parecia de todo adequado”, sublinhou.

A líder centrista disse desconhecer a medida negociada entre o Governo e os parceiros sociais, “na forma como é financiada, se pelo Orçamento de Estado, se pela Segurança Social”.

“Há esse detalhe que procuramos perceber e também em que medida é que as Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) podem ser compensadas pelo aumento do salário mínimo”, acrescentou.

Assunção Cristas revelou que o CDS-PP está a efetuar contactos com os parceiros sociais, no sentido de procurar saber “quais são os impactos da redução da TSU caso o acordo não seja respeitado integralmente”.

Na opinião da líder do CDS-PP, o Governo “de forma ligeira e inconsequente, comprometeu-se com um acordo com dois pontos centrais e, na verdade e ao que parece, só está em condições de garantir o cumprimento de um desses pontos”.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Assunção Cristas não antecipa posição do CDS sobre redução da TSU

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião