Theresa May viaja até Washington para ser recebida por Trump

May que será a primeira líder estrangeira a ser recebida por Trump irá discutir um novo acordo comercial pós 'brexit". Encontro acontece na próxima sexta-feira.

Theresa May viaja esta semana até os Estados Unidos da América, onde na próxima sexta-feira, em Washington vai reunir com o presidente americano, Donald Trump. May será assim o primeiro líder estrangeiro a encontrar-se com o novo presidente americano depois da sua tomada de posse na sexta-feira.

A confirmação deste encontro foi feita pela própria Theresa May, em entrevista à BBC. Em cima da mesa irão estar temas como a NATO, União Europeia e Rússia. As relações comerciais e o futuro acordo comercial entre os Estados Unidos e o Reino Unido estará também na ordem do dia. Um acordo ainda mais relevante na medida em que o Reino Unido prepara a saída do seio da União Europeia.

Trump já fez saber, contrariamente ao que defendia o ex- presidente americano Barack Obama, que o acordo comercial com o Reino era uma das prioridades do seu mandato.

Sobre a visão protecionista de Trump, May frisou que não estava alarmada uma vez que o presidente americano já tinha deixado claro que queria uma forte relação com o Reino Unido.

A relação especial entre os dois países tem sido uma evidencia ao longo dos anos, uma vez que a exemplo do que agora acontece com May, também Tony Blair e Gordon Brown, foram os primeiros líderes europeus a serem recebidos respetivamente por George W. Bush, em 2001, e por Barack Obama, em 2009.

"A relação especial que existe entre os dois países permite-me dizer o que acho inaceitável e permite-nos abordar temas delicados”

Theresa May

Primeira-Ministra do Reino Unido

Theresa May assegurou ainda que não terá medo de contestar Donanld Trump sempre que este diga algo que considere inaceitável. A primeira-ministra britânica aproveitou a entrevista na BBC para relembrar que tem um forte historial em matéria de defesa dos direitos das mulheres. E voltou a frisar que considerou que Trump fez durante a campanha eleitoral, alguns comentários sobre as mulheres que ela classifica de “inaceitáveis”.

May defende mesmo que “a relação especial que existe entre os dois países permite-me dizer o que acho inaceitável e permite-nos abordar temas delicados”.

 

 

 

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