J&J paga 30 mil milhões para apostar nas doenças raras

A gigante mundial de produtos de saúde selou o acordo para a compra da Actelion. As ações da empresa suíça disparam 20%.

A Johnson & Johnson JNJ 0,89% já chegou a acordo para adquirir a suíça Actelion, e entrar no negócio das doenças raras. Segundo avança a Bloomberg, a maior fabricante de produtos de saúde do mundo, vai desembolsar 30 mil milhões de dólares (cerca de 28 mil milhões de euros), naquele que é o seu maior negócio de sempre, para adquirir a empresa de biotecnologia suíça.

A Johnson & Johnson conseguiu assim “passar a perna” à francesa Sanofi que também estava interessada em adquirir a Actelion. Contudo, o valor desta compra é considerado demasiado elevado quando comparado com aquisições recentes, como é o caso da compra da Medivation pela Pfizer ou a aquisição da Pharmacycles por parte da AbbVie, segundo mostra uma análise efetuada pelos especialistas da Bloomberg.

A gigante norte-americana oferece 280 dólares por cada ação da Actelion, um preço que iguala 280,08 francos suíços e que está 23% acima do valor a que as ações da empresa encerraram na última sessão bolsista suíça.

Após esta aquisição, o passo seguinte passará por destacar a unidade de investigação e de desenvolvimento da Actelion e colocá-la em bolsa, onde a Johnson & Johnson deterá uma participação de 16%.

Com este negócio, a empresa norte-americana concretiza a ambição de entrar numa nova área de negócio ligada à investigação de medicamentos para doenças raras. Passará a ter acesso aos medicamentos Tracleer, Opsumit e Uptravi, destinados ao tratamento da hipertensão arterial pulmonar, o que lhe permitirá assumir uma posição de liderança mundial no tratamento dessa doença.

As ações da Actelion estão a reagir em forte alta ao anúncio deste negócio. Disparam 20,01%, para os 272,9 francos suíços, na bolsa de Zurique.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

J&J paga 30 mil milhões para apostar nas doenças raras

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião