Venda do Novo Banco avança com “intensidade”

  • Juliana Nogueira Santos
  • 26 Janeiro 2017

Défice abaixo de 2,3% e confiança reforçada do Eurogrupo, foi esta a mensagem que Centeno deixou à saída da reunião. Sobre a venda do Novo Banco referiu que está a avançar com "bastante intensidade".

Após a reunião do Eurogrupo, Mário Centeno falou aos jornalistas com confiança acrescida no trabalho que tem sido desenvolvido em Portugal: “Mantemos sempre os compromissos e a nossa atitude perante o Eurogrupo e os nossos parceiros. Mostrámos determinação em cumprir esses compromissos.”

Na base desta confiança estará “uma maior coesão económica interna” e “um plano diário de governação” que levará a que as metas estabelecidas sejam atingidas. Centeno também deu garantias em relação à execução orçamental: o défice vai ficar “sustentadamente abaixo dos 3%”, ainda que ainda não sejam conhecidos os resultados de alguns setores.

O setor financeiro continua a ser uma das maiores preocupações dos ministros das Finanças europeus, que sublinharam que o plano delineado deve ser cumprido. A necessidade de aumentar a competitividade do país também foi uma assunto que esteve em cima da mesa.

Em relação à venda do Novo Banco, Centeno afirmou que está a avançar com “bastante intensidade”, mas que “não é saudável colocar um prazo” num processo desta dimensão. Recorde-se que o banco de transição resultou da falência do Banco Espírito Santo em 2014. Desde então o banco tem estado à venda. A primeira tentativa não correu bem e a segunda não está a correr melhor, com governo a definir uma série de condições com os quais o Presidente da República concorda. A possibilidade de uma nacionalização tem sido levantada pelas várias alas partidárias.

Centeno aproveitou também para se dirigir aos críticos, principalmente àqueles que disseram que estes resultados não seriam atingidos sem medidas adicionais: “É importante que a análise seja feita de uma forma menos apaixonada e mais formal.” O ministro português finalizou com a certeza de que “2016 foi um ano não só de consolidação financeira como de consolidação dos níveis de confiança.”

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