Lone Star contrata Libano Monteiro para assessoria na compra do Novo Banco

O fundo Lone Star contratou a JLM&A, uma consultora de comunicação, para contrariar a imagem de 'fundo abutre' e para explicar o que quer fazer com o Novo Banco.

Ainda não há fumo branco nas negociações de venda do Novo Banco, mas há uma coisa que é certa: o fundo Lone Star – o único candidato até ao momento a apresentar uma proposta vinculativa – está apostado em ganhar a corrida e, por isso mesmo, acabou de contratar a JLM&A, uma das consultoras de comunicação líder de mercado, apurou o ECO.

O Lone Star está debaixo de fogo há semanas, particularmente depois de ter sido escolhido pelo Banco de Portugal e pela equipa de Sérgio Monteiro como o principal candidato à compra do Novo Banco. Foi no dia 4 de janeiro e, depois dessa data, aumentaram as críticas ao que muitos designaram de ‘fundo abutre’, particularmente responsáveis políticos à esquerda do PS, do PCP e BE, que defenderam abertamente a nacionalização.

O outro candidato na corrida ao Novo Banco, mas que está ainda a fazer a ‘due diligence’, é o consórcio Apollo/Centerbridge, e o Banco de Portugal aguarda por uma proposta vinculativa.

O Lone Star, recorde-se, terá oferecido 750 milhões de euros ao Fundo de Resolução e, além disso, mais 750 milhões de euros para reforçar o capital do Novo Banco. Só que quer também uma garantia de Estado para salvaguardar o risco associado ao chamado ‘side bank’, uma parte do negócio do Novo Banco avaliado nos livros em cerca de nove mil milhões de euros e considerada ‘não core’, sem rentabilidade. Neste ‘side bank’ está, entre outros ativos, cerca de quatro mil milhões de euros de imobiliário.

 

A contratação da JLM&A – uma consultora liderada por João Líbano Monteiro – tem um objetivo: O fundo Lone Star não é conhecido em Portugal e, até ao momento, apesar de meses de negociações e de ser apontado publicamente como o candidato com a melhor oferta, a sua reputação está associado à ideia de um investidor que quer comprar o Novo Banco para o retalhar e vender a seguir com lucros, para garantir as taxas de rentabilidade exigidas pelos investidores que põem o seu capital no fundo.

Num momento decisivo das negociações, o Lone Star quer explicar a estratégia seguida nos outros bancos europeus que comprou nos últimos anos, particularmente um de crédito imobiliário na Alemanha, e o que pretende fazer em Portugal com o Novo Banco.

A JLM&A é uma boutique de comunicação especializada na comunicação financeira e, não por acaso, bancos como o Santander, o Lloyds Bank e o Goldman Sachs estão entre os seus clientes. Mas não só. No portefólio da JLM&A estão também a Impresa (dona da SIC e Expresso) e a Euronext, entre outros.

Contactada oficialmente, a JLM&A escusou-se a fazer quaisquer comentários.

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