Lava Jato já tem novo relator

Edson Fachin foi o último ministro que Dilma Rousseff indicou para o STF antes de ser destituída do cargo de Presidente do Brasil.

Está escolhido o sucessor de Teori Zavascki, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil que era relator da Operação Lava Jato e que morreu na queda de um avião. Será Edson Fachin a ficar com a pasta da investigação ao esquema de corrupção, avança a imprensa brasileira.

Edson Fachin, ministro do STF e relator da Lava Jato.
Edson Fachin, ministro do STF e relator da Lava Jato.Wikimedia Commons

A nomeação de Fachin foi feita por sorteio, esta quinta-feira, através de um software que distribuiu aleatoriamente os processos do STF pelos vários ministros. Fica ainda por conhecer quem ocupará a vaga de ministro deixada por Teori Zavascki no STF. Essa nomeação será feita por Michel Temer, Presidente do Brasil.

Edson Fachin foi o último ministro que Dilma Rousseff indicou para o STF antes de ser destituída do cargo de Presidente do Brasil. Chegou recentemente à Segunda Turma do STF (o órgão do tribunal responsável por julgar casos de maior peso, como o Lava Jato) e é visto como o “novato” do Tribunal, mas era também um dos ministros mais próximos de Teori Zavascki, explica o jornal Estado de São Paulo.

Teori Zavascki era o relator do processo Lava Jato, nome que foi dado a uma investigação a um esquema bilionário de desvio e lavagem de dinheiro, que envolve políticos e gigantes como a petrolífera Petrobras ou as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez. Zavascki ocupava o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal desde novembro de 2012 e, no mês passado, iria homologar as delações dos executivos da construtora Odebrecht.

Estas delações, de 77 executivos da construtora, eram centrais para o desfecho da Lava Jato, já que mencionavam políticos como Michel Temer, atual Presidente do Brasil, e Lula da Silva, antigo presidente.

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