Estado poupa 1.200 milhões com subsídio de desemprego

  • ECO
  • 6 Fevereiro 2017

A redução de beneficiários e as mudanças nas regras contribuíram para uma redução de 45% na despesa do Estado com a prestação paga a desempregados.

A redução de beneficiários do subsídio de desemprego permitiu ao Estado poupar 1200 milhões em 2016, avança esta manhã o Diário de Notícias. No ano passado o valor alocado ao pagamento da prestação a desempregados estabeleceu-se nos 1,51 milhões de euros, menos 45% do que em 2013, o pico da crise do desemprego.

A despesa acompanhou o trajeto da taxa de desemprego que está em mínimos desde 2009. Como fatores principais desta diminuição da despesa apresentam-se a retoma da atividade económica, bem como mudanças nas regras das prestações de desemprego.

Além disto, o número de desempregados inscritos no IEFP diminuiu 30,5% entre 2013 e 2016, bem como os beneficiários do subsídio que contou com uma diminuição de 41,5%. Para encontrarmos valores como estes teríamos de recuar a 2008, ano em que a crise financeira se instalou.

Ainda não é suficiente

Em entrevista ao diário, Nuno Raposo e Carlos Pereira da Silva, dois especialistas na área do trabalho, afirmam que esta poupança ainda não é suficiente para a manutenção da Segurança Social, tendo o último afirmado que o sistema precisa de reformas profundas.

Recorde-se que o Ministério do Trabalho já confirmou que vão ser feitas mudanças à lei para impedir que desempregados que recebam o valor mínimo do subsídio sejam afetados por um corte de 10%, mas estas só vão ser postas em prática em 2018. O Bloco de Esquerda também se junta às vozes que afirmam que isto não chega, afirmando que tem de se ir mais além deste corte.

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