Novas ações empurram BCP para mínimo histórico

Se o BPI está a afundar com o fim da OPA, o BCP está em queda acentuada na estreia das novas ações. Os títulos do banco liderado por Nuno Amado atingiram já um novo mínimo histórico.

O Banco Comercial Português está a afundar em bolsa. Num dia marcado pela queda acentuada do BPI, após a conclusão da OPA, o banco liderado por Nuno Amado atingiu um novo mínimo histórico no mercado nacional. As ações já estiveram a ser negociadas a apenas 13,3 cêntimos perante a entrada em bolsa de mais de 14 mil milhões de novas ações do aumento de capital.

Os títulos seguem a perder 8,84% para 13,31 cêntimos, mas estiveram já a perder um máximo de 8,9% para tocarem nos 13,3 cêntimos, um novo mínimo histórico, de acordo com os dados da Bloomberg. Este mínimo resulta de três sessões consecutivas de fortes quedas das ações com os investidores a anteciparem a chegada dos novos títulos. Caíram 7% na última sessão, depois de terem afundado quase 10% na anterior.

O BCP fez um aumento de capital de 1.330 milhões de euros. Vendeu mais de 14 mil milhões de novos títulos aos investidores, ações essas que chegaram esta quinta-feira ao mercado. Pelo comportamento apresentado pelos títulos, muitos acionistas que participaram na operação estarão a despejar as ações neste que é o primeiro dia em que as podem transacionar. Já trocaram de mãos 134 milhões de ações nesta sessão.

No aumento de capital, o banco liderado por Nuno Amado contou com a participação dos maiores acionistas. Os acionistas de referência marcaram presença, caso dos recém-chegados chineses da Fosun (que aproveitaram para reforçar para 24%), da Sonangol, do grupo EDP e do fundo BlackRock, o que permitiu ao banco dispensar a tomada firme do sindicato bancário que preparou o aumento de capital.

Com sucesso a operação de reforço de capital, o banco vai conseguir efetuar o reembolso antecipado da ajuda do Estado, no valor de 700 milhões de euros. Ao mesmo tempo, o banco vai cimentar os rácios de capital, de forma a mostrar mais solidez ao mercado numa altura em que o setor financeiro português continua a ser alvo de desconfiança por parte dos investidores.

(Notícia em atualização)

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