5 coisas que tem de saber antes de abrirem os mercados

BPI e BCP voltam a centrar atenções dos investidores. Por razões diferentes. O primeiro está de saída do PSI-20, após a OPA espanhola. Já o segundo livrou-se esta quinta-feira da ajuda do Estado.

O BPI diz adeus ao PSI-20 esta sexta-feira na sequência da Oferta Pública de Aquisição (OPA) do CaixaBank. Com isto, o principal índice português volta a emagrecer: até março, será composto por apenas 17 cotadas. Uma destas cotadas surge transfigurada quando se der início à última sessão da semana nos mercados. É o BCP que, depois do aumento de capital, já devolveu tudo o que devia ao Estado.

Adeus BPI, olá PSI-17

O BPI abandona esta sexta-feira o clube das cotadas de referência em Portugal. E isto depois de a OPA do CaixaBank ter deixado o banco português sem liquidez suficiente para preencher os requisitos exigidos pelo PSI-20. As ações tombaram esta quinta-feira mais de 12%. Entretanto, o principal índice de referência volta a ser desmembrado, ficando apenas com 17 membros. A revisão anual da Euronext para recompor o PSI-20 apenas ocorrerá em março.

BCP livra-se do Estado

Estão aí mais 14 mil milhões de novas ações do maior banco privado português. Um mundo de liquidez adicional que surge depois do aumento de capital no valor de 1.330 milhões de euros que o BCP concretizou no início deste mês. Com este dinheiro, Nuno Amado já pagou tudo o que devia ao Estado. Há uma nova vida à frente da instituição agora controlada pelos chineses da Fosun e pelos angolanos da Sonangol.

Os preços em Portugal

O INE atualiza esta sexta-feira a evolução do índice de preços no consumidor, a chamada taxa de inflação, relativo a janeiro. Na Zona Euro, os preços terão acelerado no arranque do ano, motivo pelo qual o Banco Central Europeu (BCE) tem recebido pressões no sentido de reduzir os estímulos monetários que têm ajudado a controlar os juros da dívida portuguesa. Ao mesmo tempo, a autoridade estatística nacional divulga o volume de negócios no setor da construção.

Trump meets Abe

No dia em que Donald Trump recebe o primeiro-ministro Shinzo Abe na Casa Branca, são divulgados indicadores importantes a propósito da economia norte-americana no arranque do ano. A confiança dos consumidores americanos deverá ter recuado em janeiro, depois de ter atingido um máximo de 13 anos em dezembro. O Governo apresenta ainda dados relativos à execução orçamental.

Chuva de ratings

É sexta-feira, dia de ratings. Enquanto a Standard & Poor’s atualiza a notação financeira de Angola, a Moody’s revê os ratings de França, Itália e República Checa. E a canadiana DBRS divulga as suas avaliações em relação ao Mecanismo Europeu de Estabilidade.

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Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

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António Costa

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