BCP já pagou os 700 milhões que devia ao Estado

Terminou esta quinta-feira a intervenção pública no maior banco privado português. O BCP acabou de pagar os 700 milhões que devia ao Estado. Reembolso marca o regresso à normalização do banco.

Terminou esta quinta-feira a intervenção pública no maior banco privado português. O BCP acabou de pagar os últimos 700 milhões de euros da ajuda do Estado. Este reembolso marca o regresso à normalização da atividade do banco liderado por Nuno Amado, depois do empréstimo de 3.000 milhões de euros em capital contingente, os chamados CoCos, contratado em 2012.

Esta operação foi autorizada pelo Banco Central Europeu (BCE), na sequência do aumento de capital no valor de 1.300 milhões de euros realizado pelo BCP nas últimas semanas. O banco tinha até dia 17 de fevereiro para efetuar este pagamento, mas decidiu antecipa-lo por alguns dias.

Ao pagar esta última tranche dos CoCos ao Estado, o BCP livrou-se finalmente destes instrumentos que permitiram a capitalização do banco em plena crise. Estes instrumentos híbridos tinham uma taxa crescente de ano para ano. Neste último ano, a taxa era em torno de 10%, mas o custo médio para o BCP foi de cerca de 6%, o que tendo em conta o valor total dos CoCos levou o banco a pagar nestes últimos anos uma fatura de 1.000 milhões de euros.

O reembolso coloca também um ponto final na restrição da política de remuneração acionista imposta pela ajuda do Estado. Desde 2012 que o BCP não paga dividendos. Nuno Amado conta voltar a remunerar os acionistas já em 2019.

(notícia atualizada às 17h49)

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