BCP: “Os CoCo’s estão a ser pagos neste momento”

  • Rita Atalaia
  • 9 Fevereiro 2017

Um dos objetivos do aumento de capital do BCP era pagar o que ainda devia ao Estado. Ou seja, os 700 milhões de euros que ainda faltam. Um pagamento que "está a ser feito neste momento", diz o BCP.

O BCP está neste momento a pagar o que ainda devia ao Estado. Dos três mil milhões de euros que foram injetados, ainda faltavam pagar 700 milhões no final do ano passado. Mas essa dívida é hoje saldada. “O BCP está neste momento a pagar os CoCo’s”, diz o CFO do BCP, Miguel Bragança, na sessão comemorativa de entrada em bolsa das ações resultantes do aumento de capital do banco liderado por Nuno Amado.

CFO do BCP, Miguel Bragança. (Paula Nunes / ECO)

“Neste momento estão a ser pagos estes 700 milhões de euros”, diz o CFO do banco português, no dia em que o banco lança mais 14 mil milhões de novas ações no mercado, resultantes do aumento de capital no valor de 1.300 milhões de euros. “A transferência já foi feita e o dinheiro deve estar a chegar”. Este era o montante que o BCP ainda devia ao Estado no final do ano passado. Ao todo, foram três mil milhões de euros que o Estado injetou no banco português. Uma injeção que proporcionou um “retorno de 9%”, refere.

O dia é de comemoração, mas as ações não estão em festa. Os títulos arrancaram a sessão a cair 3,08% para os 14,14 cêntimos, acentuando a tendência negativa para uma queda de cerca de 9% que leva as ações para um novo mínimo histórico nos 13,3 cêntimos. Uma descida que “é normal”. O banco desvaloriza a queda e diz que é apenas uma “tomada de mais-valias”.

Fosun mantém compromisso de alcançar 30%

A Fosun aproveitou o aumento de capital para reforçar a posição no BCP para 23,92%. Apesar do aumento face aos 16,67% que detinha até agora, a atual participação ainda fica abaixo do objetivo do grupo chinês, que passa por ficar a deter 30% do banco português.

Mas este compromisso mantém-se. “A Fosun tinha dois compromissos: dar a ordem de compra de no sentido de aumentar a sua participação para 30% do capital do BCP — que cumpriu — e tinha um compromisso público — não legal mas reputacional — de chegar aos 30%. E esse compromisso mantém-se”, explica o banco.

O outro acionista de referência, a Sonangol, aumentou a participação de 14,87% para 15,24%, numa operação que foi totalmente subscrita e o número total de ações solicitadas pelos investidores acabou por superar em 22% o número de títulos em oferta.

Nesta oferta, os acionistas qualificados ficaram com 40% ou 41% e os institucionais com uma percentagem entre os 26% e os 27%. O restante (um terço) ficou nas mãos do retalho.

(Notícia atualizada às 10h43 com mais detalhes sobre a operação)

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