Direto “Não houve acordo. Houve erro de perceção mútuo”

  • Rita Atalaia
  • 13 Fevereiro 2017

Mário Centeno reconhece que houve “erro de perceção mútuo” sobre a alteração legislativa implementada. E esclarece que nunca existiu um acordo sobre a questão da entrega das declarações dos gestores.

 

Mário Centeno, ministro das Finanças, coma restante equipa do MinistérioPaula Nunes / ECO

A polémica à volta da entrega das declarações de rendimento e património ao Tribunal Constitucional por parte da anterior administração regressou na quarta-feira passada quando o ECO divulgou o conteúdo da correspondência entre António Domingues e Mário Centeno. Por isso, o ministro das Finanças explica-se hoje às 17h30. Em causa estão as acusações da oposição de que Mário Centeno mentiu à comissão de inquérito sobre a gestão da CGD. Por causa deste incidente, o PSD vai forçar a ida do ministro das Finanças ao Parlamento.

A divulgação da carta de António Domingues a Mário Centeno reacendeu a polémica. E as críticas chegaram rapidamente. O deputado do CDS João Almeida já veio dizer que houve uma “quebra de verdade sob a comissão de inquérito” por parte de Mário Centeno. Em causa está um requerimento que o CDS fez em novembro, a pedir correspondência entre o ministro das Finanças e António Domingues.

Marques Mendes veio por ainda mais achas na fogueira. O comentador da SIC disse que Centeno “não se portou como um homenzinho” neste processo, acusando ainda António Costa de manipular a publicação do Decreto-lei que permitia a confidencialidade das declarações de património ao ex-presidente da CGD. Diz que houve “marosca”. Acusações que o primeiro-ministro já veio desmentir. Este “ruído” em torno da CGD leva hoje o ministro das Finanças a explicar-se sobre a polémica em torno da CGD.

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