200M faz primeiro investimento antes do Web Summit

  • Lusa
  • 14 Fevereiro 2017

O secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, diz que está a finalizar pormenores e a regulamentação do fundo. Há 200 milhões de financiamento público português para apoiar novas ideias.

O Governo espera concretizar a primeira operação de co-investimento com o fundo 200M antes de novembro, afirmou hoje o secretário de Estado da Indústria, João Vasconcelos, em Londres, onde apresentou o programa a potenciais investidores.

“Estamos a finalizar pormenores e a regulamentação deve ser publicada dentro de dois a três meses. Gostava de ter o primeiro dinheiro investido antes da próxima Web Summit”, disse, numa apresentação na incubadora, na capital britânica.

O programa “200M – Co-invest with the best” conta com 200 milhões de financiamento público português e incentiva os privados, nacionais ou estrangeiros, a investirem na mesma proporção, potenciando um total de investimento de 400 milhões de euros e a iniciativa tem dois objetivos: segurar empreendedores portugueses em Portugal, ao mesmo tempo que atrai investidores internacionais com experiência para ajudar com o desenvolvimento dos negócios.

A prioridade vai ser dada a investimentos em startups de Ciências da Vida, Biotecnologia, Tecnologias de Informação, Digital, Turismo e indústria 4.0 (nanotecnologia, Internet das Coisas ou robótica).

Para beneficiar do investimento, a empresa tem de ter a sede em Portugal, mas pode ser criada por estrangeiros. O Estado está disposto a co-financiar investimentos de entre um mínimo de 500 mil euros e um máximo de 3,75 milhões.

Para Maria Dramalioti-Taylor, sócia-administradora da Beacon Capital, um fundo de investimento em startups de tecnologia, o 200M “é uma tentativa interessante” de atrair investidores para Portugal.

“A melhor coisa para uma startup ser interessante é estar avançada em termos tecnológicos ou na comercialização e não ter medo de ir para os mercados globais”, afirmou.

Os investidores, disse à Lusa, só vão interessar-se por uma startup portuguesa “se a proposta [de negócio] for boa”, mas acredita que este fundo pode ajudar a quebrar uma eventual resistência sobre ir para Portugal.

O secretário de Estado da Indústria termina na quarta-feira uma visita de três dias a Londres, onde se encontrou com potenciais investidores e visitou as instalações das tecnológicas Farfetch e Seedrs, fundadas pelos portugueses José Neves e Carlos Silva, respetivamente.

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