Equador proíbe uso de paraísos fiscais

É um momento histórico: segundo a WikiLeaks, este é o primeiro país no mundo a fazer um referendo para proibir que gestores públicos e políticos sejam proibidos de usar paraísos fiscais.

Os resultados preliminares do referendo no Equador sobre a proibição do uso de paraísos fiscais dão a vitória ao sim. O resultado já foi celebrado por Julian Assange, o líder da WikiLeaks que continua na Embaixada do Equador em Londres, ligando a proibição com a divulgação dos Panama Papers pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação em abril de 2016. Se o resultado se confirmar, os funcionários e gestores públicos, além dos políticos, não vão poder ter contas ou bens em paraísos fiscais.

O resultado também foi celebrado por um dos principais jornalistas envolvidos na investigação dos Panama Papers, o alemão Bastian Obermayer, repórter no jornal Süddeutsche Zeitung. Foi com outro jornalista alemão do mesmo jornal, Frederik Obermaier, que escreveu um livro sobre a investigação dos Panama Pappers, um escândalo de evasão fiscal com epicentro na Europa e na sociedade de advogados Mossack Fonseca, mas que tinha ligações à América Central e do Sul, principalmente ao Panamá.

O referendo aconteceu este domingo a par de eleições para os deputados da Assembleia Nacional, mas também para o próximo Presidente. As últimas sondagens à boca das urnas dão vantagem ao candidato Lenin Moreno, ex-vice-presidente de Correa (2007-2013), que concorre juntamente com o atual vice-presidente, Jorge Glas, aspirante a ser reeleito no cargo.

Nas presidenciais no Equador, qualquer dos candidatos poderá ganhar a votação se alcançar a maioria absoluta dos votos (metade mais um) ou, pelo menos, 40% dos votos e uma diferença de dez pontos percentuais face ao segundo mais votado. Caso contrário, realiza-se uma segunda volta, prevista para 2 de abril.

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