O mesmo gozo de um MX-5, agora com RF*

O roadster mais vendido do mundo ganhou uma capota... rígida. É um *Retractable Fastback, que acrescenta ao MX-5 o RF, sem reduzir o gozo ao volante.

A Mazda acertou em cheio com a mais recente geração daquele que é o roadster mais vendido do mundo. O MX-5 é um sucesso de vendas, representando praticamente um em cada dez automóveis vendidos pela marca nipónica no mercado nacional. Mas será que pode dar um contributo ainda maior? Pode. Como? Com uma capota rígida retrátil. Nasceu, assim, o Retractable Fastback (RF) que traz um estilo targa ao MX-5 sem perder o espírito do… MX-5.

Visto de frente é o mesmo pequeno roadster que tem feito as delícias dos quase 250 portugueses que se renderam à mais recente versão lançada pela fabricante japonesa. Mas tanto de lado como quando se vê o pequeno desportivo pela traseira, estamos perante um automóvel que sofreu muitas alterações para acomodar uma capota rígida. É se na anterior versão a marca tinha apenas feito isso (pôs uma capota), nesta versão foi tudo pensado ao detalhe.

A silhueta do RF, com a capota fechada, faz-nos pensar que estamos perante um targa. Com a capota aberta, as cabeças dos ocupantes sentem a brisa do mar no caminho até ao Cabo da Roca, onde a marca fez a apresentação nacional do novo modelo, mas sem a loucura dos cabelos esvoaçantes. A “culpa” é dos pilares traseiros unidos por um fino spoiler, criando um anel que dá uma maior sensação de segurança a quem vai a bordo em modos de condução mais desportiva.

Rápido? Muito

Para passar de coupé a um targa, é muito rápido. Enquanto no MX-5 a conversão para capota aberta é feita manualmente, no MX-5 RF é tudo eletrónico, bastando um pequeno toque num botão colocado junto dos comandos da ventilação para que comece a dança entre as várias secções do hardtop que veio adicionar 45 quilogramas ao pequeno desportivo (mais também mais meio centímetro de altura). É um gozo de ver, mas acaba muito rapidamente.

 

A Mazda diz ter “o tejadilho retrátil mais rápido do mercado, abrindo ou fechando em apenas 13 segundos“. Neste curtíssimo período de tempo, as secções dianteira e central ocultam-se em conjunto com o vidro do óculo traseiro atrás dos assentos, enquanto os pilares traseiros regressam à sua posição externa. Parado num qualquer sinal de trânsito é possível dar espetáculo aos companheiro de estrada, mas mesmo que o semáforo passe a verde não tem de se preocupar: pode ser aberto em condução com velocidades até 10 km/h.

Motores? Só muda a caixa

O tejadilho é rápido a abrir e a fechar. E os motores? Também… o suficiente para pôr um sorriso nos lábios de quem vai ao volante. A Mazda manteve as motorizações 1.5 e 2.0 a gasolina. O 1.5 de 131 cv, que o ECO experimentou pelas curvas e contracurvas entre Cascais e o Cabo da Roca, mostra-se sempre solícito ao pé direito. Sempre pronto a puxar pelo MX-5, seja a direito ao numa escorregadela em curva, ao mesmo tempo que se ouve a melodia a sair pelo escape.

O 2.0, de 160 cv, promete ser mais intenso. E agora tem mais um argumento: uma caixa automática. A Mazda diz que a função Drive Selection permite passagens de caixa mais rápidas com o simples toque num botão. Este sistema proporciona não apenas passagens diretas mas também uma excelente economia de combustível, especialmente quando combinado com o sistema de regeneração de travagem i-ELOOP e com a tecnologia de paragem e arranque automático do motor i-stop.

Mais… por pouco mais

Parte do sucesso do MX-5 prende-se com o facto de ser um carro de sonho com que muitos portugueses podem sonhar já que está disponível pelo preço de um qualquer médio familiar. E o RF mantém esse sonho a curta distância já que os preços de venda serão pouco superiores aos do roadster (cerca de 2.500 euros extra). Esta nova versão, já em comercialização, arranca com preços a partir de 29.840 euros (no 1.5 Evolve), chegando aos 44.425 euros do 2.0 Excellence Navi com a nova caixa automática.

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