Carlos César defende baixa de impostos

  • ECO
  • 2 Março 2017

Além dos impostos, o líder parlamentar do PS ainda falou sobre a nova comissão à CGD, sobre a relação com o PCP e Marcelo Rebelo de Sousa, e até sobre offshores e eutanásia.

Foram muitos os pontos que Carlos César, o presidente e líder parlamentar dos socialistas, abordou durante a entrevista à Antena 1, nesta quinta-feira. Não só sustentou que é essencial aliviar os impostos assim que a economia o permita, como garantiu que o PS manterá a posição que teve na primeira comissão à Caixa Geral de Depósitos (CGD). Também descartou a hipótese de uma coligação com os comunistas, já que não acredita que “a questão tenha atualidade”, louvou o mérito de Marcelo Rebelo de Sousa e disse nem querer ouvir falar de eutanásia.

Comecemos pelo segundo inquérito parlamentar sobre a CGD. Sobre a contratação e a saída de António Domingues, César garantiu que o comportamento do PS se manterá o mesmo da primeira comissão: “Vamos manter a posição que tivemos até agora”, declarou. No entanto, recordou os acórdãos que dão como inconstitucional a divulgação de SMS. E quanto às offshores, afirmou: “Deve ser uma figura de exceção, de uma gravidade extrema”, para defender a continuação das audições em sede de Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa.

Passemos aos impostos. Carlos César revelou ser “importante, quando houvesse oportunidade” de proceder a um alívio na carga fiscal. A discussão quanto à redefinição dos escalões do IRS — reclamada à esquerda — já está em marcha. “Já falámos sobre isso”, disse César, e frisa que tal só pode ter lugar com o enquadramento orçamental e associando o défice, o crescimento e o investimento. Isto é, considera que ainda não chegou o momento certo para avançar com medidas concretas.

Sobre as relações com Marcelo Rebelo de Sousa, o líder parlamentar do PS reconheceu o mérito do chefe de Estado, afirmando que “há pessoas, no PS, que têm uma menor compreensão do Presidente ou que discordam da posição oficial do PS”, mas que “de um ponto de vista oficial, para o PS, o PR tem tido uma intervenção muito produtiva até no reconhecimento dos sucessos que o Governo tem tido”.

Por último, ainda rejeitou, mesmo depois dos apelos do PSD e do CDS-PP, que se avance com um referendo sobre a eutanásia, tema que será discutido no próximo fim de semana na Comissão Política Nacional do PS, no Porto. Isto embora a agenda desta reunião estar planeada para dominada pelo debate das moções setoriais, oito meses após o Congresso do partido. César revelou à Antena 1 que há moções que já perderam a oportunidade e outras que serão rejeitadas.

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