Wall Street apaga sucesso instantâneo da Snap

A rede social de imagens e vídeos instantâneos que desaparecem chegou à bolsa norte-americana. As ações subiram em flecha, mas os investidores menos otimistas levaram a queda de Wall Street.

A bolsa norte-americana fechou esta quinta-feira em terreno negativo, depois de várias sessões que levaram a novos recordes, nomeadamente aos 21 mil pontos do Dow Jones, ontem. Hoje foi o dia da Snapchat entrar em bolsa: as ações da tecnológica valorizaram mais de 40% na primeira sessão em que foram transacionadas. Isso não impediu o Nasdaq de desvalorizar, tal como o Dow Jones e o S&P 500.

A evolução dos títulos da Snap constituem a segunda melhor performance de uma IPO desde 2012, apenas atrás do Twitter (as ações valorizaram quase 80%). A empresa conseguiu um melhor desempenho do que a Alibaba, a Facebook e a Paramount Group. Este desempenho confere à dona da rede social Snapchat uma avaliação a rondar os 28 mil milhões de dólares. A holding protagonizou a maior entrada em bolsa dos últimos três anos e uma das maiores da última década.

Este alívio de Wall Street surge depois de várias sessões a subir, desde que Donald Trump assumiu a presidência dos Estados Unidos da América. O entusiasmo dos investidores arrefeceu, mas não muito. O Dow Jones permaneceu acima dos 21 mil pontos, desvalorizando 0,53% para os 21.002,97 pontos. A valorizar esteve o dólar uma vez que é cada vez mais certo que Janet Yellen vai subir a taxa de juro dos EUA na próxima reunião de março da Reserva Federal norte-americana.

O S&P 500 caiu 0,59% para os 2.381,36 pontos e o Nasdaq, onde a Snap foi inserido, foi o que sofreu a maior queda: o índice tecnológico desvalorizou 0,73% para os 5.861,22 pontos. As ações do Snap subiram 46,65% para os 24,95 dólares por título. Em causa estão os resultados negativos das cotadas financeiras, mas também a desvalorização dos títulos das empresas de materiais. As ações dos bancos desvalorizaram de tal forma que esta foi a pior sessão do S&P 500 desde 28 de dezembro de 2016, diz a Bloomberg.

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