Hollande quer União Europeia a duas velocidades

O atual presidente francês vai ser substituído em breve, mas deixou esta segunda-feira indicações sobre o que pretende para a União Europeia. Em causa estão as alternativas apresentadas por Juncker.

O atual presidente francês reagiu aos cinco cenários que o presidente da Comissão Europeia traçou na semana passada: para Hollande deve existir uma União Europeia a duas (ou mais) velocidades. Ou seja, cada Estado-membro deve avançar ao seu ritmo: caso contrário, há o perigo de a UE “explodir”. Esta ideia foi transmitida pelo socialista esta segunda-feira numa entrevista a seis jornais europeus.

No primeiro dia de março, Juncker deixou cinco propostas na mesa para os líderes europeus escolherem: assegurar a continuidade; restringir-se ao mercado único; fazer mais para quem quiser mais; fazer menos com maior eficiência; fazer muito mais, todos juntos. Dos cinco cenários, François Hollande prefere o que permita os Estados-membros evoluírem da forma que quiserem, consoante os seus objetivos, sem pressões europeias. “De outra forma, a Europa explodirá”, avisa.

O progresso de cada país deve, por isso, ser ao ritmo do que os próprios cidadãos quiserem. Mas, ainda assim, Hollande deixa em aberto possíveis acordos em matéria de harmonização fiscal, sobre a cultura ou a juventude do bloco europeu. Além disso, para o atual presidente de França a prioridade deve ser a criação de uma estratégia europeia para a defesa. Na mesma entrevista, o socialista francês defende o aprofundamento da Zona Euro, a qual deve ter um orçamento comum nos próximos anos, em vez de esperar pela integração de mais Estados-membros.

Estas declarações surgem antes da reunião que Hollande vai ter com Angela Merkel, a chanceler alemã, Mariano Rajoy, o primeiro-ministro espanhol, e Paolo Gentiloni, o atual primeiro-ministro italiano que sucedeu a Matteo Renzi. Em causa está a preparação do Conselho Europeu que acontece no final desta semana e onde estes planos de Jean-Claude Juncker devem ser discutidos pelos líderes europeus.

Além disso, recorde-se que, no final deste mês, o Reino Unido deverá — como prometeu Theresa May — acionar o artigo 50 para abandonar a União Europeia, começando assim as negociações formais que se prevê que durante dois anos. Em cima da mesa vão estar questões que os próprios Estados-membros se debatem: trocas comerciais, contribuições para a UE, livre circulação de pessoas, entre outros assuntos.

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