Melhor a quebrar regras ganha este prémio do MIT

  • ECO
  • 17 Março 2017

"Não mudas o mundo fazendo o que te dizem", alerta Joi Ito, diretor do Media Lab do MIT.

As regras foram feitas para serem quebradas. A máxima é antiga, mas nunca foi tão aliciante para os alunos do Massachusetts Institute of Technology (MIT). A partir de agora, os alunos que frequentem o laboratório de multimédia da universidade podem ganhar 250 mil dólares… se desobedecerem às regras do instituto.

Leu bem. A ideia de recompensar a rebelião foi anunciada esta quinta-feira e o prémio pode ser atribuído a um aluno individual ou a um grupo. Tudo porque, na opinião do diretor do laboratório, Joi Ito, não se muda o mundo se se limitar a seguir as regras.

“Esta ideia surgiu da compreensão de que há uma onda de frustração geral nas pessoas que tentam perceber como podem desafiar as normas e regras de forma responsável e ética, para o benefício da sociedade”, pode ler-se no site.

Mas atenção: a desobediência não pode passar pela violência: deve ser pacífica, criativa e encorajadora, e aqueles que a perpetuem têm de ser responsabilizados pelas suas ações.

Têm-se registado vários protestos nas ruas dos Estados Unidos ao longo dos últimos meses, entre as quais se contam a Marcha das Mulheres e a de Standing Rock, mas Joi Ito apressa-se a esclarecer que este prémio do MIT não é um protesto direto contra o atual Governo do país. O prémio, segundo esclareceu, foi pensado em julho do ano passado.

“Não recebes um Nobel por fazeres o que te dizem. Ganha-lo por questionares a autoridade”, alertou Ito.

Para quem queira concorrer ao prémio, o diretor esclarece: “O concorrente deve aceitar correr um risco pessoal em prol de trazer uma mudança positiva para a sociedade no geral”. O vencedor é anunciado em julho.

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