Recebeu uma mensagem do Montepio ou do BIC? Pode ter sido vítima de burla

Uma vaga de burlas está a usar o nome de bancos como o Santander Totta, Montepio e o BIC para roubar dinheiro aos clientes. Se recebeu e abriu, pode ter sido vítima de burla. Conheça as recomendações.

Uma simples mensagem pode fazer muitos estragos. A prova disso é a recente vaga de burlas digitais em Portugal, que coloca em risco os dados bancários das vítimas. Na última semana, foram várias as pessoas que confirmaram ter recebido mensagens suspeitas em nome de bancos como o Montepio e o BIC. Também recebeu? Pois bem: são falsas. O objetivo é roubar o seu dinheiro.

Geralmente, estes ataques são feitos por email. Mas agora, estão a ser realizados por SMS, que surgem espontaneamente, de um número desconhecido, solicitando uma qualquer ação urgente por parte do utilizador. Numa das mensagens em nome do BIC, que também chegou ao ECO, podia ler-se “Você tem uma nova transação para assinar. Valor: 305 euros. Data: 21/03/2017”, seguindo-se uma ligação para um site falso a simular uma página oficial.

Noutra das mensagens, citada pelo site de tecnologia PPlware e, desta vez, em nome do Montepio Geral, surgia indicado que o acesso do cliente estava “inativo” e solicitava-se uma “adesão obrigatória ao SMSCODE”. No final, uma vez mais, uma ligação para outra página suspeita.

A maioria destas mensagens terá sido enviada na terça-feira, 21 de março, mas este tipo de ataques não é de agora. O certo é que muitos dos destinatários nem sequer são clientes das instituições referidas. Trata-se de um tipo de ataque conhecido por phishing, em que os burlões tentam ludibriar as vítimas a fornecerem dados pessoais, tirando partido da credibilidade de certas marcas junto dos utilizadores, fazendo-se passar por elas.

No caso específico do BIC, a página falsa solicitava ao utilizador que introduzisse as credenciais de homebanking. Ao fazê-lo, ao invés de aceder à respetiva conta, o que o cliente está a fazer é a enviar aos atacantes esses dados pessoais. Os atacantes, depois, ficam com o caminho aberto para transferir o dinheiro para outra conta ou convertê-lo em bitcoin, a moeda anónima e digital. São apenas dois exemplos.

Recebi e cliquei na ligação. O que fazer?

Se também recebeu as mensagens, clicou e preencheu os seus dados pessoais, pode ter sido vítima de burla. É recomendável que contacte imediatamente o seu banco e, em último caso, as autoridades. Verifique o saldo da sua conta e vasculhe o extrato em busca de movimentos suspeitos.

Mantenha-se alerta, mesmo que tudo lhe pareça bem. Com os dados pessoais na posse dos burlões, o ataque final — isto é, o momento em que o dinheiro é roubado — pode surgir num qualquer outro dia ou hora. O melhor a fazer é mesmo recorrer à instituição bancária, que poderá alterar os dados da sua conta e, assim, impedir que terceiros acedam àquilo que é seu.

Prevenir é o melhor remédio

É difícil apurar quantas pessoas terão caído neste conto do vigário e, por norma, as autoridades não têm o trabalho facilitado no que toca a encontrar e responsabilizar os burlões. Assim, o melhor a fazer é sempre prevenir. O Banco de Portugal, por exemplo, está a par da existência deste tipo de ataques e, no início da semana passada, emitiu um comunicado com boas práticas para evitar problemas.

Entre as principais dicas, o regulador da banca recomenda que não se aceda a contas bancárias usando computadores públicos, que se protejam os dispositivos com um antivírus e que este esteja sempre atualizado. Outra recomendação é que e evite o uso de passwords óbvias, como “12345” (um clássico) ou a data de nascimento.

Acima de tudo, a principal recomendação é mesmo que se desconfie de qualquer página a partir do momento em que surge uma indicação suspeita, ou que a navegação não pareça normal. No caso das páginas falsas nas mensagens enviadas esta semana, o browser dava a indicação de que a página era “Insegura”. São estes detalhes que podem confirmar que algo não está efetivamente bem.

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