Cristas favorável à venda total do Novo Banco

  • Lusa
  • 28 Março 2017

A líder do CDS-PP quer saber mais detalhes sobre a operação, mas reitera a sua posição de que o Novo Banco deve ser vendido na sua totalidade.

A líder do CDS-PP, Assunção Cristas, disse hoje que o partido aguarda para saber em concreto o que está a ser preparado pelo Governo para a venda do Novo Banco, reiterando ser favorável à alienação total da instituição.

“Nós aguardamos para saber em concreto o que é que está a ser preparado, o que é que está a ser decidido, seja pelo Banco de Portugal, seja pelo Governo, mas o que lhe posso dizer é que nós, de base, somos favoráveis a uma venda total do Novo Banco”, respondeu Assunção Cristas à agência Lusa quando questionada sobre a venda do Novo Banco.

À margem de uma visita à Escola Secundária Ibn Mucana, em Alcabideche, Cascais, a líder centrista disse apenas querer saber “em detalhe, exatamente qual é o projeto”, porque “até agora o que há é notícias, mas não há nenhuma comunicação por parte do próprio Governo” e, portanto, a posição de base do CDS-PP “não se alterou”.

“O CDS é defensor de um banco 100% público – chama-se Caixa Geral de Depósitos – e entende que o resto da banca não deve ter participação do próprio Estado. Essa é a nossa posição de base e é este o enquadramento com o qual nós refletiremos sobre todas as posições e neste momento nada se alterou nessa matéria para nós também termos que estar aqui a alterar uma posição”, sublinhou.

O primeiro-ministro, António Costa, revelou hoje que o Governo tem a expectativa de concluir a venda do Novo Banco até ao final desta semana.

No Funchal, na ilha da Madeira, questionado pela agência Lusa se a situação do Novo Banco estaria resolvida até ao final da semana, António Costa respondeu apenas: “Sim, é essa a expectativa que temos”.

Na segunda-feira, a coordenadora do BE, Catarina Martins, insistiu que é um “erro” vender o Novo Banco a privados, salientando que o Governo não terá o apoio do partido neste processo.

No mesmo dia, o PCP disse que não tem prevista nenhuma reunião com o Governo sobre o Novo Banco e reafirmou que a instituição deve ser integrada no setor público bancário.

A comissária europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, admitiu tambén na segunda-feira a possibilidade de o Estado português manter 25% do capital do Novo Banco, mas apontou que então deverá assumir outros compromissos, escusando-se a especificar quais.

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