Cheque de 2.500 milhões do Estado já chegou à CGD

O Estado injetou 2,5 mil milhões de euros no banco público. A Caixa está agora "em condições sólidas", assegura o Ministério das Finanças.

Está concluída a segunda fase do processo de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD). O Ministério das Finanças informa que realizou um aumento de capital, em dinheiros públicos, no valor de 2,5 mil milhões de euros.

“Conclui-se hoje a segunda fase do processo de recapitalização da CGD, com a subscrição e realização do aumento de capital dinheiro pelo Estado Português, no montante de 2.500 milhões de euros”, refere o Ministério das Finanças, em comunicado enviado às redações.

Antes desta injeção, e também no âmbito da segunda fase de recapitalização, a CGD já tinha concluído a emissão, junto de investidores institucionais, de dívida subordinada, no valor de 500 milhões de euros.

Já a primeira fase de recapitalização, concluída em janeiro, implicou um aumento de capital no valor de 1.445 milhões de euros, subscrito integralmente pelo Estado. Este montante foi conseguido através da conversão das obrigações subordinadas de conversão contingente (os chamados CoCo’s) em capital, o que resultou em 945 milhões. Além disso, a totalidade da Parcaixa passou a ser contabilizada no balanço do banco público, permitindo um encaixe de 500 milhões.

Esta recapitalização da CGD, considera o Ministério das Finanças, “assenta num plano de negócio que garante a sua competitividade e a sua rentabilidade de longo prazo, bem como a modernização da sua estrutura comercial e do reforço do seu modelo de governação”.

"Portugal fica com o seu principal banco em condições sólidas, assim contribuindo para o fortalecimento do sistema financeiro do país e para a dinamização da economia portuguesa.”

Ministério das Finanças

Por outro lado, este plano de negócio vai permitir “um retorno adequado para o acionista Estado”. Concluída esta segunda fase, “Portugal fica com o seu principal banco em condições sólidas, assim contribuindo para o fortalecimento do sistema financeiro do país e para a dinamização da economia portuguesa”, conclui o gabinete de Mário Centeno.

Já a administração do banco público refere, em comunicado enviado à Comissão do mercado de Valores Mobiliários (CMVM), que “a conclusão desta importante fase do plano de recapitalização e consequente reforço da sua solvabilidade permitem agora à Caixa concentrar-se na execução do seu plano estratégico 2017-2020”.

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