Marcelo: Caixa deve estar presente em todos os concelhos

O Presidente da República sublinha que está a acompanhar a polémica do encerramento de balcões da Caixa "com interesse" e lembra que é necessário manter, sobretudo, a ligação com os pensionistas.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu que a Caixa Geral de Depósitos deve estar “presente em todo o território português em termos de concelhos” para que “as pessoas, a começar nos pensionistas, possam manter um mínimo de ligação”.

Marcelo sublinhou ainda que a Caixa vai ter de “reduzir o que é uma estrutura muito ampla, mas ao mesmo tempo manter uma posição nos vários concelhos para não quebrar uma ligação histórica”. As declarações do Presidente aos jornalistas, transmitidas pela Sic Notícias, foram feitas à margem da Exposição Heranças e Vivências Judaicas em Portugal.

Questionado sobre a polémica, o Presidente da República disse: “Estou a acompanhar com interesse e o Governo está muito empenhado nisso”, sem, no entanto, se comprometer com mais detalhes. Recorde-se que horas antes o primeiro-ministro tinha garantido que o “plano de reestruturação da Caixa garante a presença em todo o país e em todos os concelhos”.

Já o ministro das Finanças, Mário Centeno, no final da reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, disse estar “seguro que todos os portugueses terão acesso aos serviços da Caixa”.

Para Marcelo, apesar da “redução de uma estrutura muito ampla, mas mantendo o essencial do território”, esta oferta de serviços por parte da Caixa vai além do serviço público. “É mais do que isso”, “é manter a ligação aos portugueses e a uma camada menos jovem”.

O plano de reestruturação acordado com Bruxelas prevê que a CGD chegue a 2020 com um número de balcões entre 470 e 490, em comparação com os atuais 651. E está também previsto dispensar 2.200 pessoas, o que, segundo Paulo Macedo, o presidente executivo da Caixa, se fará, através de “pré-reformas e eventualmente rescisões por mútuo acordo”.

Entretanto, o Expresso (acesso pago) avançou que o banco público já está a rever este plano de reestruturação no que diz respeito ao número de agências a fechar.

 

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