Explosão no metro de S. Petersburgo. Dez mortos, 47 feridos

Vladimir Putin já deu as suas condolências às famílias das vítimas e assinalou que todas as hipóteses estão a ser estudadas. Ainda não há números oficiais de vítimas.

A estação de metropolitano junto à praça Sennaya Ploshchad, em São Petersburgo, na Rússia, foi alvo de uma explosão, com algumas fontes a registar que terá havido mais do que uma. A “informação preliminar” avançada pelas agências noticiosas russas Tass e Interfax dá conta de, pelo menos, 10 mortos. De acordo com novas informações da Reuters, o ataque fez 47 feridos, segundo o Ministério da Saúde russo.

O responsável pelo gabinete de imprensa municipal de São Petersburgo, Andrey Kibitov, disse no Twitter, citado pelo The Guardian, que havia 17 ambulâncias a fazer o transporte para os hospitais. A administração do metro já assinalou que várias estações foram fechadas ao público, estando neste momento a ser evacuadas. O maior aeroporto de São Petersburgo, Pulkovo, também está fechado.

O presidente russo, Vladimir Putin, já deu as suas condolências às famílias das vítimas, após uma reunião com os serviços de segurança. De acordo com o Le Monde, Putin afirmou que todas as hipóteses, incluindo a de atentado terrorista, estão a ser tomadas em conta, acrescentando que as circunstâncias que levaram ao acontecimento ainda não são conhecidas. “Todas as causas possíveis para a explosão estão a ser estudadas, incluindo a versão de um ataque terrorista”, referiu o presidente russo.

A Interfax assinala, sem citar fonte oficial, que uma das explosões terá sido causada por uma bomba com estilhaços.

Nas redes sociais foram publicadas várias fotos na sequência da explosão, mostrando pessoas feridas no chão de uma das estações do centro da segunda maior cidade russa.

O Procurador-geral da Rússia já concluiu, segundo o The Guardian, que a explosão foi um ataque terrorista. Até este momento não existe nenhuma organização terrorista que tenha reivindicado o ataque.

Em 2010 tinham existido explosões no metro de Moscovo. Em janeiro de 2011, houve um ataque com um bombista suicida no aeroporto de Domodedovo. Mais recentemente, Putin e Bashar al-Assad têm reforçado a cooperação, com a intervenção russa no conflito sírio a ser mais forte a partir de setembro de 2015. Um mês depois, um avião comercial russo com 224 pessoas a bordo foi derrubado quando sobrevoava o Egito, um ataque reivindicado por uma das fações do Daesh.

As reações

A representante da União Europeia para os assuntos internacionais já reagiu à explosão. Federica Mogherini referiu que “pensamentos de todos estão com a população da Rússia”. O secretário de Estado britânico responsável pelos assuntos externos, Boris Johnson, enviou as suas condolências para as vítimas e as suas famílias.

(Atualizado pela última vez às 15h59)

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