Tajani envia carta formal de protesto a Dijsselbloem

  • Margarida Peixoto
  • 3 Abril 2017

O Parlamento Europeu condenou unanimemente a recusa do presidente do Eurogrupo de participar em sessões plenárias sobre questões de economia e finanças.

O Presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, enviou uma carta formal, de protesto, a Dijsselbloem. Os eurodeputados condenaram de forma unânime a atitude do presidente do Eurogrupo, que se tem recusado a participar em debates no plenário sobre questões económicas ou financeiras da União.

É mais um motivo de pressão a Dijsselbloem. Depois da condenação, por parte de alguns responsáveis europeus, pelas declarações que fez sobre o esforço dos países do sul da Europa — em que comparou o pedido de ajuda dos países mais afetados pela crise ao de alguém que pede apoio e depois gasta tudo em “copos e mulheres” — Dijsselbloem está agora sob a pressão de todos os eurodeputados.

“O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, e eurodeputados dos vários grupos políticos criticaram duramente, na abertura da sessão plenária, as recusas do presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, a vários convites para participar em debates na assembleia representativa dos cidadãos europeus”, lê-se no comunicado, enviado esta segunda-feira às redações.

“O presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, declinou mais uma vez o nosso convite para participar num debate em plenário sobre a Grécia”, lamentou Tajani, na abertura da sessão plenária que em Estrasburgo.

Juridicamente, não há nada que obrigue Dijsselbloem a participar em debates no plenário. Contudo, a recusa do presidente do Eurogrupo foi mal recebida pelos eurodeputados, que consideraram determinante que o presidente do grupo informal dos ministros das Finanças do euro responda perante os cidadãos afetados pelas medidas de austeridade decididas, em grande medida, nesse fórum.

“Foram também reiterados os apelos à demissão de Dijsselbloem e sugerido que fosse declarado persona non grata no Parlamento Europeu”, adianta ainda o comunicado.

Apoie o jornalismo económico independente. Contribua

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso. O acesso às notícias do ECO é (ainda) livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo rigoroso e credível, mas não só. É continuar a informar apesar do confinamento, é continuar a escrutinar as decisões políticas quando tudo parece descontrolado.

Introduza um valor

Valor mínimo 5€. Após confirmação será gerada uma referência Multibanco.

Comentários ({{ total }})

Tajani envia carta formal de protesto a Dijsselbloem

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião