PS só quer ouvir Ralha e Núncio depois de Maria Luís falar

  • Margarida Peixoto
  • 4 Abril 2017

Os socialistas pediram que a ordem das audições sobre a polémica das offshores seja mantida. Se não for possível ouvir Maria Luís Albuquerque até quinta-feira, Núncio e Ralha só falam mais tarde.

Maria Luís Albuquerque, ex-ministra das Finanças, é uma peça essencial na estratégia de esclarecimento dos socialistas, no caso dos offshores.PAULA NUNES / ECO

Os socialistas têm uma estratégia para abordar a polémica da saída de quase dez mil milhões de euros para offshores: primeiro há que ouvir Maria Luís Albuquerque, a ex-ministra das Finanças à data do apagão informático. E só depois o PS quer ouvir Paulo Ralha, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, e novamente Paulo Núncio, ex-secretário de Estado dos Assuntos Fiscais.

Maria Luís Albuquerque, atual deputada pelo PSD, pediu para adiar a sua audição na Comissão de Orçamento e Finanças, que estava prevista para esta terça-feira à tarde, conforme avançou o Observador. Na sequência deste pedido, o PS solicitou à presidente da comissão, Teresa Leal Coelho, que mantivesse, ainda assim, a ordem que estava prevista para as audições sobre esta matéria.

Quando requeremos as audições, fizemos por ter uma estratégia sequencial: primeiro ouvir Maria Luís Albuquerque, a ex-ministra das Finanças, e só depois Paulo Ralha e Paulo Núncio.

João Paulo Correia

Coordenador do grupo parlamentar do PS na COFMA

“Quando requeremos as audições, fizemos por ter uma estratégia sequencial: primeiro ouvir Maria Luís Albuquerque, a ex-ministra das Finanças, e só depois Paulo Ralha e Paulo Núncio”, explicou João Paulo Correia, coordenador do grupo parlamentar dos socialistas na comissão, ao ECO. “Com a impossibilidade de a primeira audição se realizar, pedimos que a ordem se mantenha”, confirmou, esclarecendo que as audições de Ralha e Núncio só serão adiadas caso não seja possível ouvir Maria Luís Albuquerque até quinta-feira. Teresa Leal Coelho aceitou: “Como somos o partido requerente, a Sra. Presidente anuiu ao pedido”, disse ainda o deputado socialista.

Em causa está a saída de quase dez mil milhões de euros para offshores, sem controlo por parte da Autoridade Tributária. Já se sabe que a falha no controlo decorreu de uma leitura incompleta dos dados enviados pelos bancos para o Fisco, mas ainda não está claro como é que essa falha ocorreu. O então secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Paulo Núncio, já assumiu que não deu ordem de publicação das estatísticas sobre as saídas de capitais para offshores. Entretanto, também já foi possível apurar que a maior parte destas transferências foi feita através do BES/Novo Banco e para o Panamá.

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