CGD terá de aumentar despedimentos se falhar metas

  • ECO
  • 10 Abril 2017

O banco terá de ir mais longe nos despedimentos e fecho de balcões, caso comece a falhar as metas do plano estratégico. Um cumprimento que será analisado trimestralmente por Bruxelas.

O banco liderado por Paulo Macedo poderá ter de ir mais longe no número de despedimentos e no encerramento de balcões se falhar as metas impostas no plano estratégico acordado com Bruxelas. A recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD) já inclui o despedimento de mais de dois mil trabalhadores e o encerramento de cerca de 170 balcões. Mas, caso não alcance as metas, o banco terá de fazer cortes mais acentuados de custos, aumentar o preço dos serviços e intensificar o desinvestimento nas operações internacionais.

O Jornal de Negócios (acesso pago) avança que a CGD poderá ter de despedir mais trabalhadores e encerrar mais balcões nos próximos quatro anos. Isto se for falhando os objetivos definidos junto de Bruxelas. Para garantir que o plano estratégico é cumprido, a Direção Geral da Concorrência (DGComp) vai monitorizar trimestralmente o cumprimento destes alvos, uma fiscalização que vai contar com um auditor independente.

O aviso é deixado no prospeto da emissão de 500 milhões de euros de dívida subordinada, refere o Negócios. Uma operação que estava prevista no processo de recapitalização do banco estatal, ficando a faltar depois uma outra “fatia” de 430 milhões de euros que deverá ser colocada no mercado no prazo de 18 meses.

"Numa base trimestral, o emitente [CGD] disponibilizará à DGComp um relatório — que será validado por um auditor independente — sobre as componentes financeiras e operacionais do plano estratégico e uma análise do desempenho da instituição face às metas. Se algum dos objetivos não for cumprido, o emitente está comprometido a adotar todas as medidas necessárias – incluindo, mas não apenas, ajustamentos no preçário, mais cortes de custos ou desinvestimento adicional de ativos internacionais – para garantir que essas metas são atingidas.”

Prospeto da emissão de dívida da CGD

“Numa base trimestral, o emitente [CGD] disponibilizará à DGComp um relatório — que será validado por um auditor independente — sobre as componentes financeiras e operacionais do plano estratégico e uma análise do desempenho da instituição face às metas. Se algum dos objetivos não for cumprido, o emitente está comprometido a adotar todas as medidas necessárias – incluindo, mas não apenas, ajustamentos no preçário, mais cortes de custos ou desinvestimento adicional de ativos internacionais – para garantir que essas metas são atingidas”, de acordo com o documento a que o jornal teve acesso.

Os objetivos em causa incluem a redução do número de funcionários e o fecho de balcões, mas também o aumento dos proveitos, corte de custos nas operações nacionais e internacionais, melhoria do rácio de ativos não rentáveis e ainda um reforço da solidez. Tudo isto está definido no plano estratégico da CGD. Segundo o prospeto, o cumprimento destas metas será avaliado no final de 2018. Uma avaliação que também será feita trimestralmente para garantir que a instituição financeira está no bom caminho.

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