Dijsselbloem sente “tristeza” por ter dedicado tanto tempo com declarações

  • Lusa
  • 10 Abril 2017

Jeroen Dijsselbloem afirmou sentir "tristeza" por ter tido que dedicar tanto tempo a falar sobre a entrevista na qual sugeriu que os países do sul da Europa gastaram dinheiro em "copos e mulheres".

“Entristece-me muito que tenhamos dedicado tanto tempo e energia a uma entrevista enquanto a Grécia cai numa nova crise”, disse em entrevista ao diário holandês “De Volkskrant”, considerando que foi tratado como se tivesse cometido um “crime de guerra”.

Para o também ministro das Finanças holandês, “o problema agravou-se enormemente. É como se tivesse cometido um crime de guerra”, disse.

Em entrevista ao “Frankfurter Allgemeine Zeitung” há várias semanas, Dijsselbloem sugeriu que os países do sul da zona euro gastaram dinheiro em “copos e mulheres”, declarações que lhe valeram duras críticas e pedidos de demissão, sobretudo por parte do Parlamento Europeu.

Ao ministro holandês pareceu-lhe “muito incómodo” que tanta gente se tenha sentido ofendida pelas suas palavras e afirmou que se sentiu cercado pelos eurodeputados.

Dijsselbloem reconheceu que poderia ter sufocado o mal-estar se tivesse apresentado desculpas imediatamente, mas assegurou que se negou a fazê-lo porque “não poderia retratar-se de alguma coisa que não tinha dito, de alguma coisa à qual não se referia”.

Questionado pelo “De Volkskrant” sobre se espera cumprir o seu mandato até janeiro de 2018 à frente do grupo que reúne os ministros das Finanças dos países do euro, o social-democrata disse que, “como a curto prazo haverá um novo Governo na Holanda, o Eurogrupo procura rapidamente um novo presidente“.

Contudo reconheceu que se não se conseguir, ainda tem possibilidades de concluir o mandato.
Dijsselbloem também indicou que, nas discussões com os colegas na reunião informal dos ministros das Finanças da União Europeia em Malta, “não ouviu ninguém apoiar uma presidência fixa” do Eurogrupo.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dijsselbloem sente “tristeza” por ter dedicado tanto tempo com declarações

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião