PSD desafia PCP e BE a apresentarem resolução sobre reformas

  • Lusa
  • 13 Abril 2017

O PSD criticou hoje os Programas de Estabilidade e Nacional de Reformas e desafiou “os partidos da geringonça” a apresentarem um projeto de resolução “se tiverem algumas dúvidas”.

O PSD criticou hoje os Programas de Estabilidade e Nacional de Reformas e desafiou “os partidos da geringonça” a apresentarem um projeto de resolução “se tiverem algumas dúvidas”.

Em declarações à Lusa, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, afirmou que este Programa Nacional de Reformas e Programa de Estabilidade “não são novos, são velhos”, são uma repetição “do que foi feito há um ano” e as “metas são insuficientes para o que o país precisa”.

“Depois de quatro anos de recuperação, em que saímos da recessão, começámos a fazer crescer a economia, em que recuperámos grande parte do emprego que perdemos no pico da crise, reforçámos a capacidade exportadora, o que se esperava era um ciclo de crescimento mais robusto”, afirmou Montenegro, dando o exemplo de Espanha e Irlanda. Dado que estes dois documentos não vão a votos no debate de quarta-feira, no parlamento, sendo apenas possível associar projetos de resolução, a favor ou contra, o PSD desafiou os partidos que apoiam o Governo a fazê-lo “se tiverem alguma dúvida”.

O executivo, ao contrário do que aconteceu no ano passado, em que pediu contributos ao PSD e CDS-PP, fez estes planos com a sua base de apoio, PS, PCP e Bloco de Esquerda, assinalou. “Se o PCP e o BE têm alguma dúvida acerca dele, devem ser eles a suscitar essas dúvidas no parlamento”, disse.

O debate sobre o Programa Nacional de Reformas e Programa de Estabilidade está agendado para quarta-feira, no parlamento, podendo os partidos apresentar projetos de resolução até segunda-feira.

CDS-PP leva iniciativa a votos no Parlamento

O CDS-PP vai ter uma iniciativa para levar a votos na Assembleia da República a sua alternativa aos programas de Estabilidade e de Reformas, disse hoje à Lusa o líder parlamentar, Nuno Magalhães. “Obviamente que apresentaremos a nossa alternativa e, obviamente, por uma questão de coerência com o ano passado, transparência democrática e clareza, entendemos que deve ir a votos”, disse à Agência Lusa Nuno Magalhães, questionado se o CDS-PP apresentará uma iniciativa que leve os documentos a votação no plenário.

"Obviamente que apresentaremos a nossa alternativa e, obviamente, por uma questão de coerência com o ano passado, transparência democrática e clareza, entendemos que deve ir a votos.”

Nuno Magalhães

Nuno Magalhães começou por afirmar que os centristas aguardam que o Governo envie hoje o Plano Nacional de Reformas (PNR) e o Programa de Estabilidade para a Assembleia da República, “como ficou combinado na conferência de líderes”. “Mediante isso, o CDS irá estudar os documentos, como é seu direito e dever“, acrescentou.

No ano passado, os centristas apresentaram um projeto de resolução que pedia a rejeição do Programa de Estabilidade e a revisão do Programa Nacional de Reformas, no sentido de “não reverter” as reformas estruturais do anterior Governo. Essa foi a formulação votada no parlamento, depois de o CDS-PP ter alterado o projeto de resolução que inicialmente recomendava que o Governo submetesse os programas a votação.

O Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas foram hoje aprovados em reunião de Conselho de Ministros e serão discutidos na próxima semana na Assembleia da República.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PSD desafia PCP e BE a apresentarem resolução sobre reformas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião