Women in Tech, aqui a tecnologia é coisa delas

  • ECO
  • 13 Abril 2017

Plataforma dá a conhecer as mulheres empreendedoras que marcam pontos no campo da tecnologia. O próprio site que lhes dá espaço é um projeto de empreendedorismo no feminino que soma e segue.

Plataforma Women in Tech quer ser montra das mulheres que dão cartas na tecnologia no mundo. Foi fundada em Portugal, por uma portuguesa.D.R.

Liliana Castro dedica-se à comunicação e trata as inúmeras startups com as quais trabalha por tu. A proximidade com o mundo do empreendedorismo, frequentemente ligado à tecnologia, tornou visível a diferença no número de homens e mulheres ativos nesta área. Mas, mais do que isso, permitiu-lhe perceber o papel importante desempenhado pelas (poucas) mulheres. A aproximação da segunda edição do Web Summit em Lisboa espoletou a urgência de as colocar no foco ou, melhor, de as mostrar: Liliana não quer que as mulheres “passem ao lado desta montra”.

Pretende-se então o reconhecimento, mas os objetivos não ficam por aqui. Liliana antevê um movimento — a possibilidade de estas mulheres interagirem e de criarem novos projetos em conjunto. Embora, para já, todas as envolvidas se encontrem empregadas, Liliana espera ainda que a plataforma possa potenciar oportunidades de carreira, ao tornar as participantes mais visíveis também para os recrutadores.

Em apenas três semanas de lançamento da plataforma Portuguese Women in Tech, o número de perfis já cresceu de 10, as consideradas embaixadoras, para 20: entre os nomes estão empreendedoras, engenheiras, cientistas e até jornalistas. E a fundadora tem sido contactada para dar o seu testemunho sobre este projeto em vários eventos. Liliana acrescenta que, quando pensa no futuro, espera que o número de participantes suba “até chegar a todas as mulheres empreendedoras ligadas à tecnologia”. A tarefa será mais árdua caso a plataforma avance como planeado.

Quero criar uma ramificação para mulheres que não são portuguesas mas que contribuem para a evolução do ecossistema [das startups tecnológicas] a nível nacional.

Liliana Castro

Fundadora da plataforma Women in Tech

Por agora, os perfis existentes centram-se na carreira destas mulheres, disponibilizando alguma informação básica como a sua ocupação atual e anos de atividade, mas também perguntas mais intimistas como “Qual o melhor conselho que já recebeste?”.

Joana Araújo é engenheira e submeteu o seu perfil. Para ela, a importância desta iniciativa passa por fazer compreender que as mulheres “são capazes de tanto quanto eles”, especialmente na área do IT, que considera “mais fechada”.

Sílvia Coimbra também foi convidada, dado que é uma entusiasta da tecnologia desde que trabalha para a Farfetch, um dos atuais gigantes do e-commerce, assim como já esteve envolvida em projetos sociais com recurso ao online. Assumindo-se como uma “defensora da igualdade de géneros“, concorda que a visibilidade é o grande benefício da plataforma, pela inspiração que proporciona a outras mulheres mas também por permitir o reconhecimento da parte da comunidade masculina. “Quando pensamos em CEOs ou developers, as imagens que nos surgem são normalmente de homens, porque é aquilo a que estamos habituados. Mas a verdade é que as mulheres [ativas neste campo] existem e devem ser divulgadas”, considera, em conversa com o ECO.

Pode propor nomes para a plataforma através do preenchimento deste formulário.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Women in Tech, aqui a tecnologia é coisa delas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião