Startup Lisboa lança programa de turismo para empreendedores

Incubadora vai lançar roteiro para empreendedores: é mais uma maneira de conhecer a cidade através da comunidade empreendedora.

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A Startup Lisboa prepara-se para lançar um programa de turismo para empreendedores, anunciou Miguel Fontes, diretor da incubadora, em entrevista ao ECO.

A ideia surge, sobretudo, de uma necessidade detetada dentro da incubadora. “A quantidade de gente que nos procura a pedir informações sobre o ecossistema, como funciona, quais os players relevantes, a infraestrutura, levou-nos a detetar a necessidade de, porque não, criarmos um produto à medida das necessidades desses atores do ecossistema que querem um soft landing aqui em Lisboa”, explica o diretor da Startup Lisboa.

“Vamos ver, somos como uma startup. Se estivermos certos na nossa intuição muito bem. Senão, tudo bem”, sublinha.

O programa, cujo lançamento deverá acontecer no segundo trimestre deste ano, está em desenvolvimento com algumas startups de turismo incubadas na Startup Lisboa. “Vai ter um produto organizado em três, cinco ou sete dias, em que a oferta é essa: pela nossa mão, os interessados ficam a conhecer o que é o ecossistema empreendedor de Lisboa e, na outra parte do dia, uma proposta de turismo em função dos seus interesses. A ideia é ter o contributo de algumas das startups que temos na área do turismo na elaboração destes roteiros e soluções, ajudando-nos a desenhar o produto. Esta é a fase em que estamos e, por isso, ainda não temos ideia de quanto irá custar o serviço. Tudo aquilo que fazemos, tentamos sempre envolver a nossa comunidade de startups e ajudar a acrescentar valor”, esclarece.

"Dificilmente um acelerador pode dizer ‘as nossas startups’. ”

Miguel Fontes

Diretor da Startup Lisboa

Miguel Fontes cumpriu, a 15 de janeiro, um ano de Startup Lisboa — que celebra esta quinta-feira o 5º aniversário. No balanço do primeiro ano de Startup Lisboa, o diretor da incubadora diz ter sido um ano de aprendizagem. “Aqui o tempo vive-se de uma forma completamente diferente e essa é qualquer coisa de muito forte em termos de impressão. Um ano de vida corresponde a sete. É tudo tão intenso que um ano desdobra-se em mil coisas”, esclarece.

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“Acho que consegui imprimir uma marca minha, no modo de olhar para o ecossistema e do que tem de ser, sempre com aquela insatisfação própria de quem gosta de fazer mais e melhor. Mas isso não nos deve toldar o espírito na hora de fazer balanços, de reconhecer que foi de facto um ano muito forte e com muitos projetos a acontecerem”, explica, sublinhando que a comemoração do 5º aniversário da incubadora é uma festa de olhos postos no que há-de vir.

É uma comemoração cheia de futuro, não é só celebrar os feitos do passado: estamos com muitos projetos, dinâmica, muita coisa a acontecer e esse é também um momento marcante porque, passados cinco anos, a vitalidade está cá”, diz.

O futuro é vertical

Cinco anos depois da inauguração do primeiro edifício no número 80 da rua da Prata, passaram pelas paredes da Startup Lisboa mais de 255 startups. Apesar de o futuro passar pelo foco na incubação, que faz parte do ADN da incubadora lisboeta, Miguel Fontes diz que os próximos anos podem trazer mais novidades. “Estamos a trabalhar para a fase de aceleração. Queremos ter alguns aceleradores verticais a partir da Startup Lisboa, por várias razões: achamos que é um contributo que podemos dar à comunidade, de um modo geral, porque acumulamos experiência suficiente para o podermos fazer de cara levantada e achamos que isso pode decorrer do nosso trabalho, ainda que sem perdermos o foco no essencial: somos uma incubadora e ser incubadora, quando se faz esse trabalho bem feito, dá mesmo muito trabalho. É uma relação que não se esgota num prazo de 12 semanas”, assinala.

Somos uma incubadora e ser incubadora, quando se faz esse trabalho bem feito, dá mesmo muito trabalho. (…) É muito importante que mantenhamos esse papel de incubadora.

Miguel Fontes

Diretor da Startup Lisboa

A ideia, garante o diretor da incubadora, “surge naturalmente com esses aceleradores verticais“. Por isso, a Startup Lisboa está, não só, à procura de oportunidades no mercado e na sociedade como, em busca de parceiros especializados para levar o plano a cabo.

Outro passo em direção ao futuro passa pela presença da Startup Lisboa no hub do Beato, projeto da Câmara de Lisboa e cujo desenvolvimento está sob a orientação da incubadora. “A nossa ideia para a Manutenção Militar não é replicar o que já fazemos nos polos de turismo, comércio e tecnologia mas abraçar novas áreas e encontrar players que possam ser nossos parceiros nessas áreas”, esclarece.

Tudo para tornar o processo mais ágil e facilitador. “Para se fazer um trabalho de incubação é preciso ter experiência, o modelo certo, os mentores. E, portanto, é mais rápido se o fizermos com outros players. Queremos encontrar internacionalmente algumas entidades que queiram ser parceiras deste processo e fazer crescer a incubação em novas áreas que ainda estamos a ver quais serão: duas das equacionadas e que têm tido procura são a da internet das coisas — muito ligada ao hardware — e na área da moda. Não queria que isto fosse entendido de forma literal mas temos as áreas da tecnologia, turismo e comércio e agora queremos crescer para novas áreas e com parceiros de referência, é essa a visão”, detalha.

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