Costa saúda “acordo histórico” no setor do calçado e destaca contratação coletiva

  • Lusa
  • 18 Abril 2017

"Acordo histórico de igualdade salarial", foi desta forma que o primeiro-ministro se referiu ao acordo alcançado no setor do calçado e que prevê igualdade salarial para homens e mulheres.

O primeiro-ministro, António Costa, saudou o “acordo histórico de igualdade salarial” alcançado hoje no setor do calçado e sublinhou a importância da contratação coletiva.

O setor do calçado assinou hoje à tarde um contrato coletivo de trabalho que garante salários iguais para homens e mulheres com as mesmas funções, disse fonte oficial da Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS) à Lusa.

“O calçado é um setor tradicional exemplar que tem sabido modernizar-se, promovendo mais exportações e garantindo melhores salários”, escreveu António Costa, numa mensagem publicada na rede social ‘Twitter’.

"O calçado é um setor tradicional exemplar que tem sabido modernizar-se, promovendo mais exportações e garantindo melhores salários”

António Costa

Primeiro-Ministro

O chefe de Governo aproveitou para prestar a sua homenagem a Fortunato Frederico, “que revolucionou o setor” e que agora cessa funções como presidente da APICCAPS.

Por ocasião da assinatura do acordo, Paulo Gonçalves, porta-voz da associação, caracterizou este contrato como “histórico”, porque “pela primeira vez iguala os salários entre homens e mulheres”.

“O que nós procuramos fazer, no fundo, é promover a igualdade de género. Esta era uma preocupação do setor já há algum tempo e nas últimas negociações fomos sempre promovendo esta aproximação entre os salários de homens e de mulheres e este processo termina agora”, afirmou a mesma fonte à agência Lusa, referindo que as mulheres representam cerca de 60% dos trabalhadores.

O acordo, oficializado hoje publicamente no Porto, prevê ainda um aumento médio dos salários de 3,8%.

No setor, as exportações aumentaram 60% desde 2009, período em que foram criados cerca de sete mil postos de trabalho, graças a uma “concertação efetiva entre o patronato e os sindicatos”.

“Houve paz social e criação e distribuição de riqueza”, concluiu o porta-voz da APICCAPS, que quer ver o setor como um “caso de estudo ao nível das melhores práticas sociais”, depois de ser apontado como um “exemplo de competitividade”.

O setor exporta 95% da produção para 152 países, segundo a aquela associação.

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