Reestruturar a dívida? Será “muito duro” para os portugueses

  • Lusa
  • 20 Abril 2017

Maria Luís Albuquerque diz que o PSD “não está disponível para dialogar” sobre a reestruturação da dívida. Essa eventual reestruturação iria criar “uma situação muito dura para os portugueses”.

Maria Luís Albuquerque diz que a dívida pública é sustentável e alertou que uma eventual reestruturação iria criar “uma situação muito dura para os portugueses”.

“A sustentabilidade da dívida pública tem a ver com a nossa capacidade enquanto país de convencer quem nos financia de que somos capazes de a pagar. Isso passa por uma política orçamental responsável e por uma capacidade de crescimento”, defendeu a antiga ministra das Finanças.

Maria Luís Albuquerque, que falava esta noite aos jornalistas, em Odivelas, à margem de um debate sobre a dívida pública portuguesa, sublinhou que “a questão da sustentabilidade da dívida pública tem muito mais a ver com a confiança dos mercados do que propriamente com qualquer valor absoluto”.

“Nós conhecemos países com um nível de dúvida pública muito elevado em que a questão da sustentabilidade não se coloca e outros com níveis de dívida pública mais baixos que perdem acesso a mercados”, atestou.

Quando questionada pelos jornalistas sobre as reuniões existentes entre o Governo e Bloco de Esquerda para discutir a reestruturação da dívida, a vice-presidente do PSD ressalvou que os sociais-democratas “não estão disponíveis para dialogar sobre essa matéria”.

“O Governo tem tentado jogar nos dois tabuleiros e não dizer sim, nem não, nem que antes pelo contrário. Cabe ao Governo dizer o que tenciona fazer face à pressão dos seus parceiros”, afirmou, sublinhando que o caminho dos sociais-democratas “é o das finanças públicas sustentáveis e o da continuação das reformas estruturais”.

Na segunda-feira, a líder do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, falou da existência de vários grupos de trabalho que existem entre o BE, o PS e o Governo, nomeadamente a nível de habitação e da dívida pública.

Na ocasião, Catariana Martins afirmou que o BE “continua a dizer que é preciso olhar de frente e resolver o problema da dívida pública e que isso exige uma reestruturação”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Reestruturar a dívida? Será “muito duro” para os portugueses

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião